Mulher confessa que atropelou e matou dona de casa que ia para igreja


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Acusada concede entrevista na sede do 5º Distrito Policial. Sua identidade foi preservada por medo de represálias
Acusada concede entrevista na sede do 5º Distrito Policial. Sua identidade foi preservada por medo de represálias

A equipe de investigação do 5º Distrito Policial, chefiada pelo delegado Helder Rodrigues, identificou e colheu o depoimento de uma auxiliar de limpeza de 34 anos, moradora da Jardim Luiza. Segundo as autoridades, ela foi a responsável pelo atropelamento da dona de casa Maria do Socorro Dias Araújo, 61, morta, na noite da última quarta-feira, quando atravessava a rua Nelson Japaulo, no Jardim Vera Cruz II.

A polícia chegou até a autora, na tarde de ontem, através do número da placa da motocicleta Honda Titan 125 vermelha.

De acordo com a acusada, que não possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e teve o nome mantido em sigilo pela polícia por questões de segurança, tudo não passou de uma fatalidade. Ela justificou que não percebeu a pedestre, pois a via estava muito escura no momento da colisão e que sentiu apenas um “esbarrão” no guidão da motocicleta que pilotava. Ela disse não ter imaginado que isso pudesse ter ferido a idosa. “Eu tinha que chegar no horário no lugar que estava indo, então eu continuei andando. Não vi nada de mais e que eu precisasse parar”, disse a acusada. (Clique aqui e ouça a entrevista completa)

Dizendo estar sozinha, a mulher ainda alegou não ter fugido da cena do crime, apenas continuado seu caminho pela rodovia Cândido Portinari até uma auto escola, localizada no Centro da cidade. Ontem pela manhã, quando percebeu a repercussão do caso, na imprensa, imaginou que outra motocicleta tivesse atropelado a vítima. “Pensei que não fosse eu porque disseram que foi uma moto engarupada e eu estava sozinha. É muito difícil o que estou passando agora, assim como a família dessa mulher (vítima). Eu estou na mesma situação”, disse encerrando a entrevista.

A motocicleta pilotada pela acusada também foi levada à delegacia e passou por exames periciais. Após o depoimento, a auxiliar, que estava acompanhada do filho e de amigos, foi liberada. Ela responderá em liberdade pelo crime de homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

“Temos convicção de que esta mulher estava dirigindo essa motocicleta e causou o acidente. Analisamos o percurso e os horários em que ela passou pela avenida e tudo bate. Instauramos inquérito, fizemos a perícia na moto e agora vamos encaminhar o caso para o Fórum”, disse o investigador Wilson Araújo.

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