Com o tempo mais seco, as doenças transmitidas pelas vias respiratórias se alastram. Em Franca a Vigilância Epidemiológica já está tendo que se atentar aos casos de catapora. Alessandra Sampaio, chefe do setor, disse que um caso de criança com catapora em uma creche já é considerado um surto pelo Ministério da Saúde, por ela ser uma doença altamente contagiosa. Em Franca, 12 creches já registram casos. Na Rede Municipal de Saúde, a quantidade de casos registrados este ano já chegou a 705. Segundo Alessandra, os números estão dentro dos padrões observados anualmente.
Para identificar mais rapidamente os casos de catapora e reduzir o volume de contaminação, a Vigilância Epidemiológica orientou creches e escolas de educação infantil, em junho, sobre a importância de notificar o órgão municipal se casos da doença aparecerem. As unidades educacionais também foram orientadas a afastar a criança com catapora para evitar o contágio de outros estudantes.
“Quando a gente recebe a notificação de que tem uma criança com catapora, fazemos o bloqueio vacinal. Primeiro levantamos o número de crianças expostas, depois, solicitamos autorização dos pais para vacinar aquelas que ainda não foram imunizadas ou que nunca tiveram a doença.”
O processo costuma demorar quatro dias, o que acaba permitindo que outras crianças peguem catapora. “Se as crianças não forem vacinadas, elas podem pegar catapora num curto espaço de tempo, mas não podemos vaciná-las indiscriminadamente”, disse.
Alessandra também explicou que mesmo depois da vacinação, algumas crianças ficarão doentes. “Isso porque elas podem já ter sido expostas ao vírus e a vacina leva em torno 10 dias para criar imunidade”, acrescentou. A vacina só é aplicada em crianças menores de seis anos de idade, em ambiente hospitalar ou creches (públicas ou privadas).
A doença
A catapora, também chamada de varicela, é uma doença sazonal (surge entre agosto e novembro) causada pelo vírus Varicela-Zóster. Os primeiros sintomas são febre, mal-estar, falta de apetite, cansaço e dor de cabeça. Em até 4 dias depois de aparecerem os sintomas, surgem manchas avermelhadas na pele, depois pequenas bolhas com líquido sobre as quais se formarão crostas (que provocam muita coceira) e que depois cicatrizam. A transmissão acontece por contato direto com as lesões de pele e por disseminação aérea.
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