Policiais civis do 85º DP (Distrito Policial), no Jardim Mirna, em Grajaú, distrito de São Paulo, apreenderam um arsenal em uma residência no Interlagos, bairro da zona Sul da capital. O imóvel pertence ao casal preso na noite do dia 2 de agosto em Franca com 13 armas e cerca de 700 munições. A polícia chegou ao armamento após a detenção dos empresários, e apurou que ele era alugado pelo crime organizado para ser usado em roubos de carros fortes e furtos de caixas eletrônicos.
A prisão do empresário de 42 anos, da Chácara Meyer, em São Paulo, e sua mulher de 36, foi por porte ilegal de armas de fogo e munições, e falsificação de documento público. A polícia chegou ao casal após denúncia de que um veículo com placas de São Paulo estaria a caminho de Franca com grande quantidade de armas.
A Polícia Rodoviária e uma equipe da Força Tática se postaram em frente à base da Rodoviária, na altura do km 394 da rodovia Cândido Portinari. Veículos com placas de São Paulo eram abordados. Um destes veículos foi uma Blazer, onde estava o casal.
O empresário se apresentou como sargento da Aeronáutica, e alegou que só portava uma pistola calibre 45. No entanto, na revista, foram localizados 12 revólveres calibre 38 em uma maleta e 679 munições de festim em outra, além de munições reais. O casal alegou que tinha esquecido que as maletas estavam no carro.
No Plantão Policial, os empresários da capital apresentaram vários documentos que diziam que eles tinham autorização do Exército para o transporte das armas e munições. Um tenente do Exército em Franca foi acionado e declarou que a documentação era falsa. Diante das evidências, o casal foi autuado em flagrante.
A partir da prisão, a Polícia Civil passou a investigar os suspeitos. O 85º DP localizou em Interlagos outro imóvel usado pelo casal. Com mandado de busca e apreensão, policiais civis estiveram no local na quinta-feira. Foram apreendidos 20 armas de cano longo (carabinas e fuzis), 20 pistolas e 16 revólveres, além de 20 simulacros de fuzil, munição e silenciador. O material foi enviado para o IC (Instituto de Criminalística) e o casal permanece preso em Franca.
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