Momento importante


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o aniversário de 15 anos das moças nascidas no Brasil nas décadas de 40 e 50. Anos antes, na distante Inglaterra, a corte promovia a ocasião em que moças da nobreza eram apresentadas aos rapazes da mesma casta, oportunidade de nascimento de paixões e grandes amores. Tudo terminava em gala, com a presença da Rainha. Menos realeza, talvez o mesmo propósito, idêntica pompa e circunstância o Baile das Debutantes aconteceria anos depois em terras tupiniquins. Claro, sem rainha alguma, mas com o característico cheiro de Água de Colônia Cashmere Bouquet, mistura de rito de passagem e de iniciação. Não raspavam a cabeça das moças, mas lhes outorgavam o direito de usar saltos altos, pela primeira vez. Não lhes esparramavam formigas sobre o corpo, porém lhes concediam autorização para entrar no secador de cabelos toda semana - o que era tortura do mesmo jeito. Doravante podiam flertar com os rapazes - namoro sério só quando atingissem maturidade: em dois ou três anos. Festa feita em casa, os convidados eram colegas de escola, irmãos das amigas, filhos das amigas e amigos dos pais. Sem bicões. Arruaceiros somente aqueles de pedigree inquestionável. Músicas, bolachas pretas. Som, vitrolas. Djs não existiam. Danças e dançarinos comportados: casais volteavam na sala, à luz de e sob todas as lâmpadas dos lustres acesas. Mães e alguns irmãos incumbiam-se do transporte das donzelas com vestidos de domingo. Moços, iam de terno completo. A foto é da festa de 15 anos de Sônia Maria Rosa Brigagão e os convivas, amigos dos irmãos dela: Afonso Infante, Paulo Brigagão, Elias Nassif, Reinaldo Azzuz, Pedro Pucci, Régis Latorraca, Márcio Alves, Marco Antônio Lemos, Isaltino de Almeida, Hugo Salles, Belmiro Arruda, Paulo Cornélio Della Torre, Marco Covas e Fernando Bernardini.

(Lúcia H. M. Brigagão)

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