Amigos e promotor esperavam pena maior a motorista


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Policiais rodoviários que atuam na região de Franca foram ao plenário do Fórum acompanhar o julgamento do responsável por atropelar e matar o colega que sonhava em fazer carreira na corporação. Ao ouvirem a sentença, saíram indignados. Ninguém admitiu o fato de um motorista sem habilitação e que fugiu sem prestar socorro à vítima tenha sido condenado a uma pena tão branda.

O tenente Cláudio Ferreira da Silva, comandante da Polícia Rodoviária, afirmou que os policiais esperavam um resultado diferente no julgamento. “No nosso entendimento, que não somos técnicos, as provas eram suficientes. Tínhamos a expectativa que houvesse a condenação por homicídio doloso, o que resultaria em uma pena bem maior. Todavia, os jurados não entenderam assim, desclassificando o crime para homicídio culposo, resultando nesta pena.”

O promotor responsável pelo caso, Odilon Nery Comodaro, afirmou que é preciso uma mudança de comportamento do legislador brasileiro para tornar a pena de crimes semelhantes mais elevadas. “A sensação de impunidade nesses casos é inevitável. Às vezes, num caso como esse, o trabalho da Promotoria fica incompreendido, mas não temos o que fazer além do que a lei prevê. Você se sente incapacitado de fazer algo mais em prol da sociedade. As pessoas esperam sempre uma punição mais rigorosa.”

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