Idosa dilacerada por pitbull é transferida; saiba como foi


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O ataque de um cão da raça Pitbull mudou para sempre a vida de uma família de moradores do Jardim Vera Cruz II. Leila Conceição Alves da Silva, 66, foi brutalmente mutilada, na manhã da última quinta-feira, após tentar repreender o cão com quem convivia há quase três anos. O cachorro avançou na idosa dilacerando todo seu rosto. De acordo com a família, a mulher teve os lábios, o nariz, uma das orelhas e um dos dedos indicadores devorados pelo cão. O ataque aconteceu por volta das 11 horas da manhã. Em estado de choque e muito ferida, a idosa teve que aguardar por quatro horas até a filha chegar em casa e pedir socorro médico. Ela foi internada em estado grave na Santa Casa de Franca e colocada em coma induzido - para minimizar os efeitos da dor. Ainda de acordo com a família, a idosa não corre risco de morte e aguarda uma transferência para o Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto, onde deverá passar por uma equipe de cirurgiões plásticos que tentarão reconstruir seu rosto.

Muito abalada com toda a situação, a filha da vítima, Talita Fernandes, deu detalhes do ataque do cachorro baseada em evidências deixadas em seu quarto (confira quadro acima). “Quando cheguei no portão, minha mãe disse com dificuldade que o Fiuk [cão] havia atacado ela. Quando entrei na casa, encontrei o cachorro tremendo e minha mãe caída com o rosto todo ensanguentado. O Fiuk deitou na minha cama e minha mãe deve ter tentado pegar o travesseiro para guardá-lo, porque ele ficou rasgado no chão”, disse a mulher que encontrou no mesmo dormitório uma garrafa de café que costumava deixar “inexplicavelmente” o cachorro apavorado. “Ele chegava a se esconder embaixo da cama quando via essa garrafa. Acho que minha mãe a pegou para amedrontá-lo e foi aí que ele a atacou”, concluiu.

Talita disse que, como já havia passado por adestramento, Fiuk sempre foi muito obediente aos comandos. Chegava a respeitar mais a idosa atacada do que a própria dona. O comportamento agressivo de alguns cães de grande porte quando atingem a idade de dois anos é comum, segundo especialistas em adestramento. “Nessa idade, os cães começam a testar seus donos. Sem o treinamento adequado, podem até ficar perigosos”, disse Adoniran Thomas, o Dino, adestrador profissional.

SOLUÇÃO
Depois do ataque, a dona de Fiuk deseja sacrificá-lo por temer que ele volte a atacar alguém, mas é proibida pela lei de proteção dos animais. A mesma lei impede que o canil municipal aceite o animal, mas o diretor do órgão, José Conrado Netto, se comprometeu a ajudar a família, caso não haja outra saída.

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