Cerca de 30 taxistas foram à Câmara protestar contra o proje-to que previa a padronização da frota. E, assim como os lojistas, conseguiram o que queriam. A proposta foi rejeitada com apenas quatro votos favoráveis.
Os debates provocaram ríspidas discussões entre os vereadores. “Daqui a pouco, vai aparecer um prefeito corajoso e dizer que aqui tem um bando de asnos. Isso, eu não vou aceitar”, disse Luiz Vergara (PSB), se dirigindo a Pastor Otávio (PTB), que fez uma enquete com os taxistas presentes para decidir o seu voto. “Não podemos curvar a cabeça para fazer média e ter o voto dos taxistas”, completou Vergara. “Não preciso fazer média. Sou adulto suficiente, nunca brinquei na Câmara. Se os outros taxistas são favoráveis, por que não vieram à Câmara?”, questionou o pastor.
Valéria Marson (PSDB) propôs, em vão, que o projeto fosse adiado por quatro sessões. A proposta foi submetida ao plenário e derrubada com dez votos contrários. “A padronização só iria trazer prejuízo e não atingiria o objetivo principal. Não é preciso de cor única para combater os clandestinos. É só a Prefeitura cumprir sua obrigação e fiscalizar”, afirmou o taxista José Olivério Garcia Neto.
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