‘Conheço as tuas obras - eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar - que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome’ (Ap 3:8)
A igreja em Filadélfia
A igreja em Sardes preocupou-se em restaurar as verdades no âmbito da doutrina e não da prática. Podemos dizer que foi uma restauração no aspecto judicial, sem resultado prático para a igreja. De Sardes saiu um grupo de pessoas que começou a praticar a realidade do amor fraternal: era a igreja em Filadélfia (Ap 3:7-13). O nome Filadélfia quer dizer amor fraternal. Podemos dizer que esta é a verdadeira restauração, porque não é apenas judicial, mas orgânica. Em Apocalipse 3:8, o Senhor diz à igreja: ‘Conheço as tuas obras - eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar - que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome’. Em Filadélfia, o nome do Senhor bem como a Sua palavra são restaurados: essa é a verdadeira restauração.
Invocar o nome do Senhor promove um metabolismo espiritual orgânico em nós. Quando lemos a palavra de Deus com oração, invocando o nome do Senhor, as células antigas do velho homem pouco a pouco são eliminadas, e novas células com elementos divinos são produzidas. Essa deve ser a situação normal da igreja. Porém, muitas vezes caímos na velhice espiritual, na caducidade da letra e nas práticas tradicionais. Por isso, devemos ser como Paulo, que conduziu os gálatas ao Espírito. O reino de Deus não é questão de discussão, mas de vida. É pelo nascimento na vida divina que de fato nos tornamos cidadãos do reino dos céus.
Quando Paulo chegou a Corinto, falou sobre a questão das ofertas de riquezas materiais em favor das igrejas na Judéia, por amor aos santos dali. Depois de levantar as ofertas e ir a Jerusalém, ali ocorreram coisas relevantes. Em Jerusalém ele foi convencido por Tiago a fazer voto para mostrar aos santos de Jerusalém que Paulo guardava a lei. Portanto, podemos dizer que o resultado da sua terceira viagem não foi nada bom. Ele insistiu em levar pessoalmente as ofertas para Jerusalém. Segundo o registro de Atos, o Espírito tentou impedi-lo. Até mesmo o profeta Ágabo disse-lhe que ao chegar a Jerusalém ele seria preso, e os irmãos de Cesaréia tentaram dissuadi-lo de ir para lá (At 21:11-12). Mas ele, por amor aos seus conterrâneos, continuou a viagem (v. 15).
Podemos dizer que em certas situações, Paulo também não seguiu o Espírito. Em nossa vida cristã temos vitórias e também derrotas, mas em ambas situações podemos extrair lições, a exemplo da segunda viagem de Paulo, uma jornada cheia de Espírito e cheia de vida.
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