A operação de interdição foi finalizada pela Vigilância Sanitária por volta das 11h30 de ontem. Do lado de fora do local, funcionários juntavam alimentos e utensílios do asilo.
Enquanto os portões eram fechados pelos agentes da Prefeitura, o clima dos que trabalhavam no local era de insatisfação.
“A Prefeitura não tem o que fazer, aí arruma isso. Tem asilos da Prefeitura em que eles maltratam os idosos e ela não faz nada. Os fiscais nem nos deram tempo, já chegaram e fecharam, nem nos falaram aonde levaram os idosos. Não esperava isso, fiquei abalada”, disse uma funcionária do asilo, que pediu anonimato.
“A Casa não estava em condições precárias para comer e para dormir, mas ela precisava de reformas, sim. Meu marido já estava pedindo ajuda para realizá-las. Fiquei decepcionada, porque não nos avisaram que viriam”, disse Jandira Marciana de Oliveira, mulher do administrador do asilo, Donizete Antônio de Oliveira que não quis conceder entrevistas.
Os fiscais da Vigilância esclareceram que não era preciso notificar sobre a interdição, dado que a própria licença da Casa estava cassada.
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