Um crime bárbaro chocou os moradores da pacata estância turística de Rifaina (distante 66 quilômetros de Franca). Mãe e filho foram encontrados, no fim da manhã de ontem, em avançado estado de decomposição e com sinais de estrangulamento dentro da casa onde moravam. O principal suspeito de ter cometido o duplo homicídio é o operário Carlos Batista Alves de Oliveira, 35, marido de Patrícia Raquel da Silva, 38, e padrasto do estudante Fabrício da Silva do Bonfim, 15.
O homem, segundo vizinhos e familiares, é usuário de drogas, possui histórico de comportamento violento e não é visto na cidade desde a última sexta-feira. A polícia desconfia que ele tenha cometido o crime por motivos passionais e fugido no carro da família. O veículo foi encontrado abandonado em uma rodovia federal, próximo à cidade de Delta (MG), na madrugada do último sábado. Este fato pode mudar completamente o rumo das investigações (leia texto nesta página).
Já era quase meio-dia de segunda-feira quando o operário Ronei Aristides Soares da Silva, 18, morador da rua Visconde de Ouro Preto, resolveu pular o muro e invadir a casa de número 795. Ele e sua mulher estavam incomodados com o forte odor pútrido que exalava da residência vizinha desde sábado. “Imaginei que fosse algum animal morto, mas quando abri a porta da sala vi o corpo do Fabrício coberto por um lençol”, disse emocionado o vizinho, que brincava com o garoto todos os dias.
A cena que viu fez o vizinho e amigo da família ficar aterrorizado. Em meio a poças de sangue, estava no chão da sala o corpo do estudante. Enrolado em seu pescoço, um fio de cobre indicava que uma luta havia ocorrido. Um ferimento profundo provocado por uma faca de cozinha, na altura do peito, e um afundamento no crânio também confirmavam os sinais de morte violenta. No quarto da frente da casa alugada há apenas três meses, Ronei da Silva encontrou a mãe do adolescente, natural de Campinas, muito machucada no rosto e também estrangulada, desta vez com uma corda de varal.
A polícia foi chamada. Dezenas de pessoas se aglomeraram em frente à casa. Um carro funerário de Franca foi chamado, mas um erro foi cometido. Em vez de duas urnas para transportar os corpos, apenas uma foi levada. Mãe e filho foram juntos no mesmo caixão para o IML (Instituto Médico Legal) de Franca, onde exames poderão indicar o que realmente aconteceu no intervalo de tempo entre a noite da última sexta-feira e a manhã de ontem.
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