São Hipólito foi um dos escritores mais destacados da Igreja de Roma dos primeiros séculos. Pode ser comparado a Clemente de Alexandria ou Orígenes. Mas por ter escrito suas obras em grego, sua memória ficou bastante diminuída até obscurecer-se quase por completo ao latinizar-se a Igreja ocidental a partir do século IV. Muitas de suas obras perderam-se por esta causa, como seus comentários ao Antigo Testamento, mas ainda se conservam numerosos escritos seus de tipo exegético, apolético ou moral, que compõem um corpo de doutrina sobre os pontos mais importantes da fé católica. Presbítero da Igreja de Roma, entrou em conflito com o Papa Calixto, por pensar que o novo Papa, ao relaxar a legislação demasiado dura sobre o casamento e a penitência, estava abandonando a tradição apostólica. Com este motivo, para justificar sua posição, Hipólito escreveu o tratado sobre ‘A Tradição Apostólica’, fonte de primeira importância, para conhecermos a Igreja de seu tempo. Alguns pensam que esta postura intransigente o levou até o cisma. Anos mais tarde, ao ser assassinado o imperador Severo Alexandre e seu sucessor Maximiliano reiniciar a perseguição contra os católicos, Hipólito foi desterrado com o Papa Ponciano à ilha insalubre de Sardenha, morrendo assim mártir (+235).
Oração
Dos servos de Deus
Deus, nosso Pai, iluminai, hoje, nossos olhos com vossa luz, para que assim possamos ver e enxergar vossas pegadas ao longo de nosso caminho. Aclarai nosso entendimento para não adormecermos na tristeza, na falta de confiança na vida, no desânimo de quem se deixa vencer por suas dificuldades e contrariedades. Abre hoje nossos ouvidos para escutar vosso apelo de confiança e esperança na vida, que nos diz: “Não terás mais necessidades de sol para te alumiar, nem de lua para te iluminar: permanentemente terás por luz o Senhor, e teu Deus por resplendor”. Elevamos a vós, Senhor, esse hino de louvor.
“Jesus, coroa celeste, Jesus, verdade sem véu,
Ao servo que hoje cantamos deste o prêmio do céu.
Daí que por nós interceda em fraternal comunhão, e nossas faltas consigam misericórdia e perdão, bens, honrarias da terra sem valor ele julgou, vãs alegrias deixando, só as do céu abraçou. Que sois, Jesus, rei supremo, jamais cessou de afirmar, com seu fiel testemunho soube o demônio esmagar. “Cheio de fé e virtude, os seus instintos domou, e a recompensa divina, servo fiel, conquistou, A vós, Deus uno, Deus trino, sobe hoje nosso louvor, ao celebrarmos o servo de quem Jesus é Senhor”.
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, editora Ave-Maria.
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