‘Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele’ (1 Co 6:17)
O objetivo da vontade de Deus é o seu reino
O tema da mensagem desta semana é ‘Paulo purifica-se em Jerusalém’ (At 21:20-26). Visto que estamos estudando o livro de Atos dos Apóstolos, precisamos saber o que aconteceu com Paulo no final de sua terceira viagem ministerial. Devemos sempre nos lembrar que Deus criou o homem para que este fosse fecundo, se multiplicasse, enchesse a terra e a sujeitasse (Gn 1:28). Depois de ter essa revelação, tivemos o encargo de praticá-la, pregando o evangelho da mesma maneira como está registrado em Atos.
O livro de Atos, como o próprio nome diz, relata o que os apóstolos fizeram, como pregaram o evangelho e estabeleceram as igrejas, mostrando-nos como devemos prosseguir quando saímos para a expansão, por meio da obra do Espírito Santo. Logo no início do livro já se menciona o Espírito Santo; portanto, se a obra dos apóstolos não fosse pelo Espírito, seria totalmente vã. O Espírito levantou não apenas os doze apóstolos; Seu objetivo era levantar muitos e muitos apóstolos.
Ao entardecer do dia em que ressuscitou, o Senhor Jesus apareceu entre os discípulos, soprou neles e disse-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo’ (Jô 20:22). Então os discípulos receberam o Espírito como a vida divina insuflada neles. Esse Espírito é a consumação final e máxima do Deus Triúno; é o Espírito da realidade (14:17); é ‘o Espírito’ (7:37-39). Todavia, quando saímos para a obra, precisamos do Espírito de poder com que o Corpo foi revestido.
Depois que ressuscitou, o Senhor Jesus permaneceu quarenta dias com os discípulos, e lhes falou acerca das coisas concernentes ao reino de Deus. A vontade de Deus de que o homem fosse fecundo, se multiplicasse, enchesse a terra e a sujeitasse tem um único objetivo: o Seu reino. Toda a terra sujeitada pelo homem deveria se tornar o reino de Deus. Depois desse período com os discípulos, o Senhor ascendeu aos céus, ordenando-lhes que aguardassem em Jerusalém pelo Espírito da promessa (At 1:8). Eles seriam batizados no Espírito Santo, e experimentariam o Seu aspecto de poder.
O Espírito no aspecto de vida e no aspecto de poder não são dois Espíritos, mas um só. Nós O recebemos ao crer no Senhor, e dia após dia vivemos por Ele, pois está mesclado com o nosso espírito (1 Co 6:17). Quando Ele nos enche até transbordar, torna-se Espírito de poder, como ocorreu com os apóstolos. Se lhes faltasse o Espírito de poder não teriam como avançar na obra. Então, logo no início eles já trabalharam sob a direção do Espírito Santo. Mais tarde, quando Paulo foi levantado para realizar o seu ministério de pregar aos gentios, ele também trabalhou pelo Espírito, com o Espírito e por meio do Espírito.
Quando Paulo viu a grande luz no caminho para Damasco, descobriu que os que invocavam o nome do Senhor eram um com o Espírito. Naquela cidade, por meio de um membro da igreja, ele foi batizado, invocando o nome do Senhor, e se tornou um com a igreja. Anos depois, quando servia com outros irmãos em Antioquia, o Espírito Santo o separou para a obra (At 13:2). Ele tinha clareza de que a obra deve ser no Espírito. Assim vemos que toda obra deve ser iniciada pelo Espírito Santo e deve ser executada pelo Espírito e não pelo nosso fervor, zelo e nem segundo o nosso ponto de vista.
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