Professores da rede municipal de Franca e representantes do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e região se reuniram ontem na Câmara Municipal para estudar o Plano de Carreira de Cargos e Salários do Magistério.
Dos cerca de 1.100 professores da rede convocados pelo sindicato, pouco mais de 50 compareceram. A reunião teve duração de uma hora e meia, mas metade do tempo foi gasto discutindo a representação do magistério na Comissão Oficial para Estudos do Plano de Carreira que aprovará o anteprojeto, antes de ser encaminhado pelo Executivo à Câmara.
Conceitos básicos, remuneração, enquadramento e evolução da carreira serão discutidos. “O Plano de Carreira dá condições do professor ter um crescimento na rede. De acordo com o que a gente está querendo o professor vai se atualizando, estudando, para que isso possa trazer um benefício para ele. Porque nós não temos isso”, destacou a professora Isilda Silva, que leciona no município há 17 anos.
Segundo o presidente do sindicato, Fernando Nascimento, o Plano de Carreira será um estímulo para os educadores por se tratar de “um processo de promoção financeira e técnica para os professores da rede municipal”.
A professora Lourdes Ferreira de Souza foi uma das primeiras a chegar para a reunião, mas ficou desanimada com a falta de participação dos colegas. “Essa discussão é importante, porém, a gente percebe a desunião da nossa classe, visto o grande número de cadeiras vazias. Então fica complicado a gente conseguir alguma coisa. Porque se é em nosso benefício e a gente não comparece a gente perde força”, disse.
Mesmo em número reduzido, os professores definiram que serão eleitos, na próxima quinta-feira, 15, três representantes do magistério para compor a Comissão Oficial para Estudos do Plano de Carreira. Uma comissão paralela acompanhará os trabalhos oficiais. Também ficou acertado que as atualizações das propostas para o anteprojeto, bem como a comunicação com os professores, via e-mail, serão centralizadas no sindicato. Outras duas assembleias ficaram previstas. Em uma delas, os professores deverão votar a aprovação do texto do Plano proposto.
MANIFESTAÇÃO
Cerca de 300 professores se organizaram e saíram às ruas reivindicando direitos no dia 1º de julho. Diante disso, a Prefeitura deu prosseguimento à implantação do Plano de Carreira do Magistério, que já estava pronto, mas ainda não havia sido encaminhado para aprovação do Legislativo.
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