Objeto do desejo das montadoras


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O Interior Paulista segue como o objeto do desejo das montadoras para expansão na América Latina

A última novidade é a Honda, que anunciou a construção de uma nova fábrica de automóveis no País. Será em Itirapina, na região bragantina, a cerca de 200 quilômetros da capital e a 100 quilômetros da outra fábrica de automóveis da marca, em Sumaré, perto de Campinas. Com investimento de cerca de R$ 1 bilhão, a planta de Itirapina terá capacidade para produzir 120 mil carros por ano e empregará perto de 2 mil funcionários. O início das operações está programado para 2015. A nova fábrica, que conta com uma área de 5,8 milhões de metros quadrados, deverá produzir um veículo compacto da categoria do Honda Fit, considerando a forte demanda de modelos nesse segmento. Com a nova fábrica, a Honda dobrará sua capacidade produtiva no país, partindo de 120 mil (capacidade atual da unidade de Sumaré) para 240 mil automóveis por ano a partir de 2015. As informações foram confirmadas pela agência Investe São Paulo, do governo paulista.

“Sendo o quarto maior mercado de automóveis do mundo, o Brasil é uma região muito importante para as operações da Honda. Com a expansão da capacidade, o nosso objetivo é ganhar competitividade e oferecer produtos cada vez mais atrativos, que excedam as expectativas dos consumidores brasileiros”, disse à agência o presidente da Honda South America e da Honda Automóveis do Brasil, Masahiro Takedagawa.

O governador Alckmin declarou a respeito: “Para o Estado de São Paulo, é uma grande notícia. Significa a perspectiva de avanço tecnológico, agregação de valor e geração de milhares de empregos, diretos e indiretos. A Honda é um gigante da indústria automobilística que tem a marca forte da inovação, inclusive do ponto de vista ambiental. A ampliação de suas atividades aqui comprova que a excelência da infraestrutura de logística e transportes e a qualificação da mão de obra paulista fazem toda a diferença para quem vem investir no Brasil”.

Pré-sal
A Dresser-Rand investiu R$ 60 milhões na nova fábrica em Santa Bárbara d’Oeste. A nova planta fornece compressores de gás, já empacotados, com diversos tipos de acionamentos mecânicos, que são usualmente instalados em plataformas de petróleo para processar o gás natural proveniente dos campos do pré-sal. A empresa também está capacitada para reparar turbinas a gás do tipo industrial, skids de geradores de energia elétrica acionados por turbinas a gás em plataformas off-shore, assim como os sistemas de cogeração de energia elétrica aplicados tanto no segmento industrial quanto no naval e de óleo e gás.

Energia solar
Itajobi é o primeiro município paulista e o segundo do País a receber a construção de uma Usina Fotovoltaica (Usina Solar) capaz de produzir 100% de energia limpa. Segundo estudo da Universidade Federal de Viçosa (MG), por meio do Atlas Solarimétrico do Brasil, o Estado de São Paulo tem em média sete horas de insolação diária. Com isso, o potencial energético é de 12 TWh/ano, com capacidade de abastecer 4,6 milhões de residências, ou seja, 30% do consumo residencial de todo o Estado. No início de 2013, foram lançados pelo governo do Estado dois projetos: o Programa Paulista de Biocombustíveis e o Levantamento do Potencial da Energia Solar Paulista.

Pesquisa
Plantas fossilizadas com a estrutura tridimensional preservada não existem em qualquer lugar, mas são comuns no Monumento Natural das Árvores Petrificadas do Tocantins e podem ser encontradas na região central do estado de São Paulo. Essa petrificação permite estudar a anatomia das plantas que viviam no período Permiano – entre 299 milhões e 251 milhões de anos atrás – e reconstruir algo da ecologia vegetal da época, quando samambaias de 15 metros de altura ladeavam os rios e coníferas cresciam em zonas mais secas. Um grupo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro liderado por Rosemarie Rohn-Davies está desenterrando essa história, em colaboração com pesquisadores de outras instituições. É o que revela a revista Pesquisa Fapesp de agosto.

Urbanismo
Uma cidade sem muros, segura, sem congestionamentos e plena de convívio social. Essa é a síntese feita pelo site Jornalistas & Cia. sobre os debates travados no seminário “Urbanismo e Jornalismo - A São Paulo que queremos”, promovido terça-feira, 6, na capital com o apoio da Universidade Secovi e do IICS - Instituto Internacional de Ciências Sociais. Com a participação de aproximadamente 60 convidados, o encontro propôs-se a reunir jornalistas, urbanistas, arquitetos, empresários e autoridades públicas para debater aspectos da cobertura que começa a ganhar intensidade com a proximidade da apresentação à sociedade do novo Plano Diretor da Cidade de São Paulo.

Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br

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