Jovem é preso por mentir à polícia


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Denúncias de que um jovem piscineiro de 18 anos, residente na Vila São Sebastião, estaria vendendo drogas no bairro levaram policiais a detê-lo no início da noite de quinta-feira. Apresentado no Plantão Policial, ele seria liberado, mas falou o que não devia e acabou preso em flagrante. O rapaz acusou de tortura policiais militares da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Moto). Exames médicos não constataram nenhuma lesão e MAB acabou atrás das grades, sem direito a fiança, por denunciação caluniosa.

Os PMs da Rocam receberam denúncias de que o rapaz estaria usando um terreno da rua Carlos Aparecido Buzon, na Vila São Sebastião, como ponto de venda de drogas. Os policiais detiveram o suspeito no local indicado com R$ 68 em notas diversas e, próximo dele, um saco plástico com seis porções de maconha, dois papelotes de cocaína e várias pedrinhas de crack. Uma das denúncias informava que ele enterrava drogas no terreno. Borges estava com uma enxada e ao seu redor havia vários buracos e terra remexida, mas nada de ilícito foi encontrado em poder dele.

Com apoio de uma equipe em viatura quatro rodas, o piscineiro foi conduzido ao Plantão. Enquanto a ocorrência era apresentada como “verificação de tráfico”, o detido, em conversa com a delegada Christina Bueno de Oliveira, acusou os PMs da Rocam de tortura. Ele disse que tinha sido agredido com chutes nas costelas, tapas no rosto, choque elétrico e enforcamento para assumir a propriedade das drogas encontradas. O depoimento foi acompanhado pelo aspirante a oficial da PM André Leal.

O rapaz não tinha lesões aparentes e, diante dos fatos, a delegada solicitou a presença no IML (Instituto Médico Legal) do médico legista de plantão, Mauro Tosi. Após exames, o médico atestou que o piscineiro não tinha nenhum tipo de lesão, seja externa ou interna.

Com o laudo médico em mãos, a delegada Christina de Oliveira determinou a elaboração dos autos de prisão em flagrante do piscineiro por denunciação caluniosa. Como o crime é inafiançável, ele foi recolhido para a cadeia do Jardim Guanabara, onde deve aguardar vaga no CDP. A pena prevista pelo artigo 339 do Código Penal Brasileiro para quem comete este tipo de crime pode chegar a oito anos.

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