As Cavalhadas de Franca estão presentes na história da cidade há mais de um século. Ou, mais exatamente, há 182 anos. Muito tempo, não é? Elas fazem parte da tradição de festas populares trazidas ao Brasil pelos portugueses. Trata-se de uma representação ao ar livre de batalhas entre mouros (árabes que tinham por religião o islamismo) e cristãos (europeus que tinham por religião o cristianismo). O islamismo professa sua fé em Maomé; o cristianismo, em Jesus Cristo.
No teatro levado a efeito em áreas verdes, como parques e mesmo campos de futebol, é contada uma história. Nela grupo de cristãos luta contra o grupo de mouros. Cada um deles se veste com roupas e cores características que definem os dois lados.
Cristãos se vestem de azul e mouros de vermelho. A encenação das Cavalhadas acontece em dois dias. Em nossa cidade a festa ocorreu no último final de semana, no parque Fernando Costa.
Os cavalos têm papel importante na história e chamam a atenção principalmente das crianças. Na época em que os fatos se sucederam, os cavalos eram o único meio de locomoção de que se dispunha. Nas guerras eram essenciais aos guerreiros. Para que tudo dê certo, a fim de que o cenário e as ações sejam belos e estimulem o olhar dos espectadores, há muitos treinos. “São no mínimo 15 dias a pé e 30 dias nos cavalos”, disse Fernando Palermo, presidente do Clube das Cavalhadas.
Depois de muitas disputas, a encenação chega ao fim com a vitória dos cristãos sobre os mouros. A princesa moura Floripes, que é raptada, converte-se ao cristianismo e convence seu pai, o sultão, a seguir o mesmo caminho.
A guerra entre cristãos e mouros existiu de fato no território hoje ocupado por Portugal e Espanha, conhecido por Península Ibérica. Chamou-se Guerra da Reconquista, pois os ibéricos (povos desta região) quiseram e conseguiram retomar as terras ocupadas pelos árabes. Foi uma longa guerra. Os árabes permaneceram na Península Ibérica por 800 anos!
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.