MPT flagra trabalhadores rurais morando dentro de galinheiro


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Agentes do Ministério Público do Trabalho e do Mistério do Trabalho e Emprego encontraram trabalhadores rurais em condições "subumanas" na Fazenda Santa Ângela, no distrito de Estreito, em Pedregulho. A ação foi desencadeada ontem após denúncia anônima de que pelo menos 70 pessoas trazidas do Nordeste, para trabalhar na colheita da laranja, estariam submetidas a condições análogas ao trabalho escravo. Até um casal foi encontrado morando em um galinheiro.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público, os trabalhadores rurais foram trazidos dos Estados da Bahia, Pernambuco e Ceará pela multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), para colherem laranja no vilarejo Primavera, em Estreito. Ontem, os agentes flagraram o grupo morando em condições "subumanas". As casas, segundo o MPT, não possuem ventilação, os banheiros são improvisados e a fiação elétrica é exposta. No galinheiro improvisado como moradia, não havia energia elétrica nem água potável.

Segundo os trabalhadores relataram aos agentes do MPT, muitos estavam sem receber salário, porque a safra da laranja está fraca este ano e, sem dinheiro, não têm como voltar a suas cidades de origem. Outros recebiam muito menos que o combinado.

A LDC, uma das maiores empresas mundiais do setor agrícola, não havia sido notificada oficialmente sobre a fiscalização até o fim da noite de ontem. Por esse motivo, não se pronunciou. Caso a multinacional não se responsabilize espontaneamente sobre a situação encontrada e a resolva, o MPT promete mover uma ação civil pública contra a empresa.

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