Mais duas plantações de cana de Paulo Pitt são incendiadas


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Foto de arquivo mostra o prefeito Paulo Pitt, em março deste ano, apontando o local por onde bandidos fugiram após atacá-lo
Foto de arquivo mostra o prefeito Paulo Pitt, em março deste ano, apontando o local por onde bandidos fugiram após atacá-lo

O prefeito de Restinga, Paulo Pitt (DEM), passou o domingo contabilizando os prejuízos causados por incêndios que atingiram duas de suas propriedades na noite de sábado e queimaram um total de 67 hectares de cana-de-açúcar. Segundo Pitt, o primeiro incêndio foi registrado por volta das 20h30 na fazenda Pio XII (de 60 hectares, foram queimados 23), a cinco quilômetros de Restinga. Por volta das 21 horas, o prefeito foi avisado por um funcionário da propriedade Mata do Fidalgo, distante 15 quilômetros da cidade, que parte da plantação de cana estava em chamas (de 66 hectares, foram queimados 44). A produção das duas propriedades foi vendida para a Usina de Batatais e deveria ser cortada no fim deste mês. Se não conseguir fazer o corte, Pitt calcula que o prejuízo possa ultrapassar os R$ 800 mil. “Se der para cortar, o prejuízo será menor. Mas antes precisa ser feita a perícia”, disse ele. O fogo foi contido com ajuda da usina.

Essa foi a segunda vez neste ano que plantação de cana de propriedade do prefeito de Restinga é queimada no período da noite. Em fevereiro, 11 hectares pegaram fogo gerando um prejuízo de R$ 70 mil. “Tenho certeza que nas duas vezes foram incêndios criminosos. Na noite do último sábado, meu funcionário viu um carro nas proximidades de uma das propriedades, mas não deu para identificar”, disse o prefeito, que afirmou ter registrado Boletim de Ocorrência nos dois casos.

No mês de março, o prefeito também foi atacado por três homens armados quando chegava em casa por volta das 23h30. Um dos bandidos chegou a apontar a arma na cabeça do prefeito exigindo joias e dinheiro. Na tentativa de alertar a mulher e o filho que dormiam na casa, Pitt quebrou o vidro da porta que dá acesso à cozinha. Com o alerta, os homens fugiram pulando o muro. “Vou atrás das autoridades para ver o que pode ser feito porque estou a todo o momento sendo agredido.”

O delegado Eduardo Bonfim, que responde por Restinga, esteve no local na época. “Ainda não descobrimos quem atacou o prefeito. A investigação continua, mas o suspeito sumiu da cidade.”

A investigação também continua no caso do incêndio que queimou 11 hectares em fevereiro. Em relação a sábado, o delegado ainda não tinha conhecimento.

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