Uma batalha, com direito a tiros, lanças e espadas, levou milhares de pessoas ao Parque “Fernando Costa” na tarde do último domingo. Homens, mulheres, crianças e idosos ocuparam os corredores e se espremeram nas arquibancadas para acompanhar a disputa. De um lado, os cristãos vestidos de azul. Do outro os mouros, de vermelho. Encenado em Franca desde 1831, o espetáculo das Cavalhadas foi muito prestigiado e proporcionou alegria e diversão para as famílias.
O dia ensolarado e de temperatura agradável ajudou. A organização estima que pelo menos três mil pessoas tenham assistido à encenação sobre cavalos, que retratou a guerra entre mouros e cristãos.
Por volta de 1890, o bisavô de Fernando Palermo, atual presidente do Clube das Cavalhadas de Franca, foi corredor. Neste domingo, o filho de Fernando deu sequência à tradição e foi um dos atores. “A corrida é um DNA cultural da região. Quem vem assistir nunca se esquece. O evento é muito respeitado e admirado em todo o Estado. Nós não temos a dimensão da importância. Somos os únicos em São Paulo com este porte. Muitos municípios nos procuram para apresentar o espetáculo”, disse Fernando.
Tão logo concluiu a faculdade, há mais de 20 anos, Alexandre Ferreira participou das Cavalhadas como corredor. Os anos se passaram e ele se tornou o prefeito de Franca. Levou a mulher e os dois filhos para acompanhar a encenação. “O espetáculo é um acontecimento cultural tombado como patrimônio do município e reconhecido pelos governos estadual e federal como um ponto de cultura no cenário nacional. Fico contente com a renovação. Isso é importante, porque dá longevidade às Cavalhadas.”
O público presente ao parque também aprovou a encenação e interagiu com os atores, vibrando e aplaudindo as disputas. Muitos levaram máquinas fotográficas e registraram as performances. “A cidade é carente de opção. Sempre que há algum programa diferente, gostamos de prestigiar. Assisti às Cavalhadas pela primeira vez e gostei. Foi um bom programa”, disse o comerciante Carlos Antônio.
A única reclamação ficou por conta do preço cobrado por ambulantes no interior do parque. Uma garrafa de água de 500 ml ou uma lata de refrigerante eram vendidas por R$ 4.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.