Os depoimentos das testemunhas intimadas pela CEI (Comissão Especial de Inquérito) da São José começam nesta segunda-feira, às 14 horas. Deverão comparecer à Câmara o ex-presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), João Marcos Rodrigues; o gerente do sistema de transporte coletivo da Prefeitura, Luciano Marangoni; e o procurador do município, Gianpaolo Peliciari.
O presidente da CEI, Luiz Vergara (PSB), disse esperar que as oitivas sejam esclarecedoras. Segundo o vereador, as provas documentais somam quase 5 mil páginas e contêm indícios de que houve descumprimento do contrato firmado entre a Prefeitura e a empresa São José. Os documentos aos quais Vergara se refere são processos administrativos que teriam tramitado pelo gabinete do ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e pela Emdef. “O senhor Luciano, que vai ser ouvido, foi convidado pelo presidente da Emdef para checar as papeletas de pessoas transportadas mensalmente. Lá tem os números, mas não tem a conclusão se ele checou os números que levantou com os que a empresa São José forneceu”, disse Vergara. Para confrontar as provas, a CEI pediu as papeletas da empresa de transporte coletivo dos últimos dois anos.
Na semana passada, durante uma das reuniões, a Comissão composta pelos vereadores Vergara, Adérmis Marini (PSDB) e Nirley de Souza (DEM) anunciou que apresentará um pedido para a contratação de consultoria jurídica, que deverá analisar os contratos. Além disso, uma empresa independente também será contratada para fazer auditoria das planilhas apresentadas pela Prefeitura e pela São José.
A apresentação de uma proposta de redução do valor cobrado pela passagem de ônibus, hoje em R$ 2,80, ainda é uma promessa do presidente da Comissão.
MANIFESTAÇÕES
Criada para apurar possíveis irregularidades no contrato assinado entre a Prefeitura de Franca e a Empresa São José, a CEI surgiu após manifestantes ocuparem as ruas de Franca no mês de junho.
No mês seguinte, uma matéria publicada com exclusividade pelo Comércio tornou público um acordo firmado entre a administração e a empresa. O documento autoriza a São José a ignorar pontos exigidos pelo edital da Prefeitura, como a frota mínima de veículos estipulada; a aquisição de novos ônibus e vans; o respeito à vida útil desses veículos; a manutenção e segurança dos terminais do Centro e da Estação, além dos pontos de embarque e desembarque.
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