As cinco unidades do correspondente bancário Pague Bem de Franca estão proibidas de receber boletos. O bloqueio nas transações financeiras foi determinado pelo Banco do Brasil após a denúncia de um golpe na unidade da rua General Carneiro, no Centro. Os responsáveis são acusados de receber dinheiro dos clientes e de não concretizar o pagamento. A Polícia Civil estima que o rombo gire em torno de R$ 1,5 milhão. Por conta das investigações e da possibilidade de haver desdobramentos, o BB também decidiu adotar a mesma medida em outros 71 postos em cidades de São Paulo e Minas Gerais.
A rede Pague Bem é conveniada ao Banco do Brasil e realiza serviços diversos como correspondente bancário. O recebimento de contas é o mais procurado. Na segunda quinzena de julho, clientes que haviam deixado malotes com dinheiro ou que imaginavam ter pago boletos no posto do Centro começaram a ser cobrados por credores e ameaçados de serem protestados em cartório. Foi quando o golpe veio à tona.
Pelo menos 20 vítimas prestaram queixa na polícia. Como muitos pagamentos ainda não foram confirmados, é possível que mais gente tenha ficado no prejuízo. O 1º Distrito Policial abriu um inquérito para apurar o crime de apropriação indébita. As investigações estão na fase inicial e a autoria do golpe ainda não foi esclarecida. Representantes do Pague Bem alegam que foram enganados por uma empresa parceira e que também teriam sido vítimas (leia matéria nesta página).
O Banco do Brasil se antecipou e proibiu o Pague Bem de continuar recebendo contas. De acordo com representantes do correspondente bancário, a medida atingiu 76 postos em diferentes cidades. Em nota enviada à redação do Comércio, o BB confirmou a suspensão dos serviços. “O bloqueio de pontos de Correspondentes é medida prevista contratualmente e aplicada para dar segurança aos usuários do sistema. O Banco do Brasil está buscando a adoção de medidas que garantam a qualidade dos serviços prestados”, diz o texto.
O bloqueio não atingiu serviços como crédito consignado, financiamento imobiliário e abertura de contas, mas a situação pode ser revista nos próximos dias. Uma reunião no começo desta semana na superintendência do Banco do Brasil, em Brasília, vai decidir sobre a continuidade ou não da parceira entre a instituição e o Pague Bem. Fontes disseram que a tendência é o rompimento do contrato.
Os clientes que tiveram problemas na prestação do serviço pelo correspondente devem se dirigir a qualquer agência do Banco do Brasil em Franca para abertura do processo de contestação. As alegações serão analisadas caso a caso.
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