Cavalhadas de Franca levam história e fé ao ‘Fernando Costa’


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Cavalhadas começaram a ser encenadas na noite de sábado e continuam neste domingo
Cavalhadas começaram a ser encenadas na noite de sábado e continuam neste domingo

A primeira edição das Cavalhadas em Franca aconteceu no longínquo ano de 1831. Desde então, o evento -que se pode definir como um “teatro sobre cavalos” - continua sendo realizado ano a ano e retratando a guerra entre mouros e cristãos. É essa trajetória que foi recontada ontem, sábado, e que terá outro capítulo encenado hoje, domingo, a partir das 13h30, no Parque “Fernando Costa”. A organização espera que cerca de 3 mil expectadores, média regular das últimas edições, assista a encenação. A entrada é gratuita.

Desde seu primórdio, as Cavalhadas recontam a história da Guerra da Reconquista, que assolou a Península Ibérica do século VII até o XV. O entrave entre cristãos e mouros acabou com a vitória dos fiéis de Jesus, que conseguiram expulsar os invasores.

A versão “francana” é baseada no poema épico A Canção de Rolando, que narra a história de doze cavaleiros, membros da elite do exército de Carlos Magno, que ficaram com a responsabilidade de proteger a retaguarda da armada de Magno. “A luta termina quando a princesa Floripes, filha do Sultão da Constantinopla, é raptada por um soldado cristão e, posteriormente, convence o pai a se converter ao cristianismo”, contou Fernando Palermo, diretor do Clube das Cavalhadas de Franca.

Além de toda a atividade teatral, o evento conta também com uma praça de alimentação e brinquedos para as crianças passarem o tempo. “Temos cerca de 70 pessoas trabalhando diretamente com a organização das Cavalhadas este ano. Desse pessoal, 25 são cavaleiros”, afirmou Palermo. “As Cavalhadas fazem parte da história da cidade. A encenação representa uma identidade folclórica de todo o povo da nossa região”.

Um dos participantes mais experientes do evento é José Conrado Neto, que é o chefe da Vigilância em Saúde de Franca. “Participo desde 1989 e, não importa como, preciso arrumar um tempinho para as Cavalhadas”, disse. “Comecei por influência do meu tio e continuei. É muito legal e muito tradicional. Um teatro com cavalos ao ar livre, em que os cavalheiros azuis representam os cristãos e aqueles que usam vermelho são os mouros. É muito emocionante”, disse ele.

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