Quando o papa Francisco recomendou que houvesse mais proximidade dos sacerdotes com seus fiéis, com certeza o recado era sutilmente passado a todas as demais categorias. Por exemplo, para alguns médicos, no sentido de deixarem de olhar seus pacientes de cima para baixo, lembrando que uma palavra atenciosa pode valer mais do que o medicamento receitado. Para os professores, incentivando que se abram ao diálogo com os jovens, buscando cativá-los com sua dedicação. Para os pais, dando ouvidos e atenção aos seus filhos, acompanhando-os em tudo o que puderem, evitando que eles sejam “acolhidos” na rua por um traficante. Enfim, a todos, para que sejamos humildes e acessíveis. Falou, principalmente aos sacerdotes, para que sejam mais próximos de seu rebanho, atendendo a todos, modesta e carinhosamente, como o papa demonstrou. Se for chamado, a qualquer hora, para uma confissão, uma benção ou uma conversa, jamais deixar de ir, evitando frustrações. Permitir que as pessoas se aproximem sem receio, tratando-as de igual para igual. O papa, a cada instante, deu exemplos daquilo que pregava, demonstrando humildade, proximidade com as pessoas, abrindo mão de regalias, preferindo a simplicidade à ostentação. Era como se estivesse dizendo: “Falem e façam, da forma como eu prego e pratico!”
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