Tradição de guerra


| Tempo de leitura: 2 min
Foto de arquivo mostra mouros e cristãos da Cavalhadas
Foto de arquivo mostra mouros e cristãos da Cavalhadas

Há 182 anos a Guerra da Reconquista é reencenada em Franca. Na noite deste sábado, o Clube das Cavalhadas levará ao Parque “Fernando Costa” 24 cavaleiros que representarãos os mouros e cristãos que digladiaram na Idade Média por terra e ideias. A história, velha conhecida do público, perdeu há dois anos um episódio que deverá voltar nesta edição do evento. “Estamos tentando viabilizar o aluguel de armas cenográficas”, disse o presidente do Clube, Fernando Palermo. “A Justiça havia nos proibidos de usar algumas garruchas antigas nas apresentações. Desde então, o espetáculo não estava completo. Para usar as cenográficas, aguardamos uma liberação do Exército, que deve ocorrer na noite de hoje (ontem).” Em caso positivo, o embate voltará a ter a sequência de armas, espadas e lanças.

Para que tudo corra perfeitamente, os ensaios para as Cavalhadas começa cerca de 45 dias antes da apresentação oficial. “São 15 dias de ensaio a pé e um mês nos cavalos. Desde 1º de junho os cavalos foram para o “Fernando Costa”, para os ensaios”, disse o presidente.

Ao contrários dos anos anteriores, em que eventos paralelos como exposições de carros antigos aconteceram, este ano o foco será unicamente a encenação, que se divide entre sábado e domingo. Praça de alimentação e brinquedos infantis se instalarão no recinto.

A expectativa da organização é que cerca de 5 mil pessoas passem pelo “Fernando Costa” nos dois dias de festa. A entrada é gratuita e o evento terá início às 20h, no sábado, e às 14h, no domingo.

A HISTÓRIA
A apresentação das Cavalhadas recria a Guerra da Reconquista, que foi uma luta travada entre cristãos e mouros na Idade Média, em Portugal. Lanças e espadas são empunhadas pelos cavaleiros que se distinguem pela cor de suas roupas: os cristãos são representados com uniforme azul e os mouros o são pelo vermelho. O motivo da luta passa por questões territoriais e religiosas, já que, na época, a monarquia portuguesa havia retomado à Península Ibérica, região que foi dominada pelos muçulmanos durante oito séculos.

O desfecho se dá com a vitória dos cristãos, a prisão dos mouros e sua conversão ao cristianismo, representado pelo rapto da princesa moura Floripes, que se torna cristã.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários