As investigações que apuram a morte do comerciante Gustavo de Oliveira Claudino, 32, ocorrida na noite de quarta-feira, não avançaram. Sócio da vítima executada com vários oito tiros, o também comerciante Carlos Pereira, o Carlinhos do Aeroporto I, foi ouvido no final da tarde de ontem. Ele esteve na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e disse não ter visto nada, apesar de estar no local dos fatos. O crime ocorreu em frente ao bar de propriedade da dupla, no cruzamento das ruas Sudário José da Silva e Manoel Francisco de Melo, na Vila São Sebastião.
“Ele (Carlinhos) declarou que estava dentro do bar e o sócio do lado de fora, cuidando da churrasqueira, sentado em uma cadeira. Quando ouviu os tiros, ele se escondeu atrás do balcão, saiu depois que os disparos cessaram e deparou-se com o amigo caído, inconsciente”, disse Luciano Tavares, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Ele era, até então, a principal testemunha.
A sociedade, segundo o depoimento, teve início em julho. Os dois se conheceram quando Claudino alugou um imóvel de Carlinhos. A amizade nasceu e os dois resolveram montar o bar em sociedade. “Ele nunca reclamou de nada ou falou que estava sofrendo algum tipo de ameaça”, disse o sócio da vítima no seu relato aos policiais.
O crime que vitimou Claudino ocorreu pouco depois das 20 horas. Ele estava na calçada do bar quando um Honda Civic de cor preta teria parado. Do interior do veículo, vários tiros foram disparados. Atingida, a vítima foi socorrida pelo sócio, mas morreu antes de dar entrada na Santa Casa. Como a “lei do silêncio” vigora na “Tião”, a polícia está com dificuldades para encontrar testemunhas.
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