Bando ataca cemitério; um dos túmulos pertence a um vereador


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Lápide do cemitério Santo Agostinho sem placas de bronze. Pelo menos 30 foram levadas na madrugada
Lápide do cemitério Santo Agostinho sem placas de bronze. Pelo menos 30 foram levadas na madrugada

Um grupo não identificado invadiu o cemitério Santo Agostinho, no Jardim Planalto, e furtou 30 placas de bronze, objeto usado na identificação dos túmulos. De acordo com funcionários que cuidam do cemitério, o crime aconteceu na madrugada de ontem. Um desses jardineiros avisou a família de um vereador francano sobre a retirada de quatro placas dos túmulos da família. Segundo a administração do local, o patrulhamento realizado no período noturno é feito pela Guarda Civil Municipal que durante suas rondas, não notou qualquer movimentação suspeita.

Ontem à tarde, policiais civis e militares estiveram no local para verificar as queixas. Alguns deles disseram que para arrancar as placas - avaliadas em aproximadamente R$ 140 cada -, os bandidos teriam usado marretas e talhadeiras. As placas de identificação foram removidas das lápides de túmulos novos e em jazigos destinados apenas para armazenamento de ossadas.

Somente em um dos túmulos, pertencentes a família do vereador Marco Garcia (PPS), foram furtadas quatro placas de bronze. “É um absurdo, um desrespeito com a nossa família. Meu pai, minha mãe, meu irmão e meu cunhado foram enterrados aqui. Estouraram até o granito (que adorna o túmulo) só para levar o bronze”, explicou a irmã do vereador francano, a dona de casa Raquel Garcia da Silva, 52.

A mulher disse que foi avisada por um jardineiro que desde 1998 trabalha na manutenção do túmulo. “Alguns funcionários me disseram que o melhor a fazer é trocar as placas de bronze por outras de porcelana, que são menos visadas pelos bandidos, mas estas são muito mais caras”, comentou a dona de casa. Ela ainda disse ter pesquisado o preço do modelo em lojas especializadas que cobram cerca de R$ 300 por peça.

VULNERÁVEIS
A administradora dos cemitérios municipais Santo Agostinho e da Saudade, Adilce Ferreira da Silva, reconheceu que a segurança nos locais é fraca no período noturno. Isso porque das 18 às 6 horas, ninguém vigia os locais ou patrulha seus interiores. “A guarda civil é quem protege as dependências dois dois prédios, mas só nas ruas no entorno, através de patrulhas noturnas”, explicou.

Na lista de objetos mais procurados pelos bandidos estão peças em bronze, como puxadores de gaveta, vasos, placas e letras, que são arrancados das pedras de mármore ou granito, o que destroi as sepulturas. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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