Diário de um peregrino na JMJ


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Encerramento - Vista de parte do público na missa final da JMJ na praia de Copacabana no domingo, dia 28
Encerramento - Vista de parte do público na missa final da JMJ na praia de Copacabana no domingo, dia 28

“Pode chover e fazer frio, porque a juventude do mundo inteiro está no Rio”. O grito de guerra entoado pelas ruas do bairro carioca de Copacabana sintetiza um pouco do que foi a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro com o papa Francisco.

Dos seis dias de evento, em metade deles choveu e fez frio de 15º C. Durante toda a semana, os 310 jovens de Franca do Setor Juventude da Diocese de Franca, incluindo esse repórter, ainda tomou banho gelado e dormiu no chão de uma escola no bairro de Cascadura, zona norte, no subúrbio do Rio (distante 26 quilômetros de Copacabana). Todo esse sacrifício foi compensado pela experiência de ver uma multidão de jovens de diferentes lugares do mundo professando a mesma fé e também pela emoção de ver de perto, cerca de quatro metros, o papa e o melhor, em mais de uma oportunidade.

Depois de uma viagem de 15 horas de ônibus (de segunda para terça-feira), fomos recebidos na Paróquia Nossa Senhora do Amparo e Santa Maria Goretti para em seguida sermos alojados em uma escola particular a duas quadras da igreja. Foi nesse colégio que passamos a terça-feira, dia 23, até a chegada do kit peregrino, no caso uma mochila com boné, camiseta, squeezes e dois livros, um litúrgico e um guia da cidade com seus pontos turísticos e a programação da JMJ, além de uma credencial e cartões de transporte e alimentação. Entre o deslocamento e a fila para a entrega do material foram nove horas de espera.De quarta a sexta-feira, participamos de catequese e missa no período da manhã e durante a tarde seguimos a programação da jornada com visita à feira de vocações, passeios turísticos e participação nos chamados atos centrais com o papa.

Por conta do fechamento de Copacabana para o trânsito, em dois dias todos os jovens precisaram caminhar oito quilômetro, entre ida e volta, até chegar a praia para as celebrações.

No caminho, passamos por túneis e cantamos juntos com milhares de peregrinos o orgulho de ser brasileiro e também a expectativa pelo encontro com o papa. Antes, já havíamos pegos dois ônibus, que totalizavam uma hora e meia de viagem, até Botafogo onde começava a caminhada.

Para não nos perdermos entre milhares de jovens, andamos e corremos em grupos menores de mãos dadas como uma corrente em busca de chegar o mais próximo do palco onde foram realizadas as celebrações. Na sexta-feira, depois de fazer o percurso e ficar apertado entre a grade e o povo, eis que após algumas horas de espera, eu vi o papa, de perto, acenando do papamóvel. A emoção é indescritível e única. Muitos choraram, agradeceram, pediram, gritaram. Eu fique em êxtase.

Se não bastasse esse momento, no mesmo dia no trajeto de retorno, eu e os meus companheiros de grupo ainda tivemos o privilégio de ver o papa novamente, dessa vez em carro fechado. Dessa vez, foi dentro do túnel no caminho para Botafogo. O papa passou com o vidro aberto, abençoando todos aqueles que estavam ali o esperando e o saudando. Após a passagem do carro com batedores da Polícia o grito foi único: “Ah, eu vi o papa”.

O sábado, dia 27, foi dedicado para conhecer lugares fantásticos do Rio de Janeiro, à noite assistimos a Vigília e no domingo, dia 28, chegamos cedo na praia, o sol ainda estava nascendo, colocamos o pé na areia e da praia mais famosa do Brasil, participamos da missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude e acreditem, mais uma vez, conseguimos ver o papa Francisco e na sequência, acompanhamos do telão, ele anunciar que Cravóia, na Polônia, receberá a JMJ de 2016. Nessa hora, todo nosso grupo gritou, até lá Francisco.

Veja as fotos:

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