Jeito simples e olhar atento caracterizam o médium espírita João Berbel, 56 anos, fundador do IMA (Instituto de Medicina do Além) em Franca, que recebe cerca de dez mil pessoas por mês. Criado há 17 anos, o espaço tem o objetivo de ajudar pessoas que procuram solução para problemas físicos e espirituais. Cerca de 300 voluntários ajudam a receber a população e preparar os alimentos que são oferecidos gratuitamente. Em reconhecimento a esse trabalho, João Berbel será homenageado com o Troféu Empreendedor Social 2013.
Berbel afirma realizar cirurgias espirituais sob a égide do espírito do médico francano Ismael Alonso Y Alonso. O médium conta que a primeira cura foi a de supostos ataques epiléticos que sofria na juventude.
Ele explica que não queria aceitar a mediunidade de cura, por não se considerar preparado. “Resisti a isso até que o doutor Alonso apareceu para mim dentro do banheiro. Aquele homem de bigode, eu assustado com aquilo, ele me deu aquele sorriso, ele me acalmou e falou sobre o trabalho que faríamos.” O médium conta que o espírito disse que iriam realizar as cirurgias espirituais e trabalhar com medicamentos fitoterápicos.
“Comecei a atender na sala da minha casa, depois em alguns centros espíritas, até chegar aqui no Instituto de Medicina do Além”, relembra. Berbel não sabe precisar, mas costuma dizer que o IMA já prestou ajuda gratuita a “milhões” de pessoas. Além das operações espirituais, o IMA distribui medicamentos fitoterápicos, também sem custo aos visitantes.
O instituto é mantido com a venda de livros, ao todo são mais de 200 títulos psicografados pelo médium Berbel. Também são realizados eventos para arrecadar fundos. “Em breve vamos inaugurar o nosso hospital”, comemora Berbel. O prédio terá 52 apartamentos e 208 leitos para acolher as pessoas que precisarem se recuperar das cirurgias espirituais antes de voltar para casa. O espaço está sendo construído no mesmo espaço que o IMA, no Recreio Campo Belo. “A gente sente alegria, satisfação de realizar esse trabalho e ajudar os necessitados”, conclui Berbel.
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