‘Quero casar e adotar um filho’


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Vivian nasceu em Batatais. Ela tem dois irmãos e uma irmã caçula. Com o pai militar e criada em uma família tradicional, lidar com sua condição de transgênero não foi fácil. Hoje, com a operação, ela diz ter encontrado a felicidade e a alegria de viver.

Comércio -Qual a diferença entre uma tranvesti e uma transgênero?
Vivian Dias -
Uma travesti não se incomoda de ter um pênis. Consegue lidar com isso. Uma transgênero não. Eu mal olhava no espelho. Não conseguia ter relação sexual porque havia algo no meu corpo que não me pertencia.

Comércio - Como percebeu que era transgênero?
Vivian -
Transgênero é o termo mais moderno para classificar indivíduos que possuem a mente e o modo de pensar de um sexo mas estão aprisionados no corpo de outro. Eu sempre fui uma mulher, sempre pensei como uma. Nunca me senti à vontade no corpo masculino.

Comércio - E agora o que você espera depois da operação?
Vivian -
Eu quero viver. Quero ser feliz. Ser livre. A mudança no registro será o capítulo final dessa novela triste. Depois quero casar, adotar um filho e levar uma vida normal.

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