Indústria perde espaço


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Enquanto profissões ligadas aos setores de comércio e serviços crescem, as ligadas à indústria de transformação acabam encolhendo. Pelo menos é o que mostra o estudo divulgado ontem pela Fundação Seade e que tem por base os dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) preenchida pelas empresas com dados sobre seus empregados.

Entre as profissões que tiveram maior queda no número de empregados na cidade, estão a de trabalhadores artesanais de preparação para a confecção de calçados, com uma redução de 541 vagas, e os técnicos na fabricação de produtos de plásticos, com uma queda de 429 postos. “Muitos trabalhadores acabam mudando de trabalho para conseguir melhores ganhos. Na cadeia produtiva do calçado, a remuneração é muito ruim, menor que em muitos outros ramos industriais”, disse o professor Hélio Braga Filho.

Outra categoria profissional que também registrou queda é a de manutenção predial, que abrange serviços de faxina, serviços gerais, limpeza de piscinas, encanador e eletricistas. Profissões que não exigem qualificação e, por conta disso, acabam também remunerando mal seus trabalhadores, que preferem migrar para outros setores, como o comércio e serviços.

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