Profissões ligadas à venda e a serviços avançam, segundo Seade


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Foto de arquivo mostra o calçadão do Centro de Franca: funções ligadas ao comércio foram as que mais cresceram, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Seade
Foto de arquivo mostra o calçadão do Centro de Franca: funções ligadas ao comércio foram as que mais cresceram, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Seade

Um estudo da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgado nesta quinta-feira mostra que, quando o assunto é carreira profissional e chances de ingresso no mercado de trabalho, as grandes oportunidades estão longe da indústria calçadista. As três profissões que mais cresceram em Franca em número de contratados nada têm a ver com o dia a dia da fabricação de calçados.

Segundo a pesquisa, a profissão que mais cresceu na cidade em quatro anos foi a de operador de comércio e lojas, que abrange vendedores atacadistas e de varejo, balconista, promotor de vendas, atendentes e frentistas. De 2007 a 2011, período em que o estudo foi realizado, foram abertas nestas categorias mais de 2 mil vagas.

Em segundo lugar, aparecem os cargos de agente, assistente e auxiliar administrativos, que tiveram uma evolução de 1.777 vagas somadas as iniciativas pública e privada (veja quadro nesta página).

Para o economista e professor do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), Hélio Braga Filho, esse avanço é reflexo de uma mudança gradual do perfil da economia da cidade. “No final da década de 1980, a indústria calçadista era responsável por 60% do PIB da cidade. Hoje, mais de duas décadas depois, ela não responde por mais de 25%. A geração de vagas também acompanhou esse movimento”, disse.

O professor diz que, desde o final da década de 1990, o ritmo de crescimento do comércio e dos serviços tem superado, e muito, o da indústria. “Esse é um fenômeno econômico que observamos em todo o Brasil. Com a melhora da renda e o avanço do desenvolvimento, a população passou a ter outras necessidades que envolviam comércio e serviços. Esses setores acabaram crescendo.”

Hélio Braga diz que a mudança no perfil exigido pelo mercado de trabalho em Franca é positiva. “Historicamente os serviços e o comércio remuneram melhor que a indústria calçadista de Franca. Para a cidade, essa mudança pode significar aumento da circulação de renda.”

Segundo ele, para que este aumento se traduza em desenvolvimento, é preciso que os serviços oferecidos também sejam mais sofisticados, com mais qualificação por parte dos trabalhadores.

CONSTRUÇÃO
Além dos setores de serviços e comércio, outro que também é destaque na pesquisa é o da construção civil. Entre as profissões que mais abriram vagas está a de ajudante de obra.

O aumento é reflexo direto do crescimento do mercado imobiliário da cidade nos últimos anos.

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