Uma semana depois de professores ocuparem a tribuna da Câmara Municipal para protestar contra o governo de Alexandre Ferreira (PSDB), nesta terça-feira, foi a vez da secretária municipal de Educação, Fabiana Sampaio, se defender. Convidada a comparecer à Câmara pelo vereador Márcio do Flórida (PT), ela falou sobre as reivindicações do professorado francano e sobre os problemas estruturais das unidades de ensino da cidade. Durante quase uma hora, Fabiana foi questionada pelos vereadores. Saiu prometendo mudanças e melhorias.
Fabiana foi convidada depois que um grupo de 300 professores ocupou as ruas para pedir equiparação salarial entre os professores da rede, melhores condições de trabalho e a implantação de um plano de carreira.
Ontem foi a primeira visita da secretária ao Legislativo. Ela começou apresentando um balanço das ações e conquistas do governo Alexandre Ferreira. Depois questionada pelo vereador Márcio do Flórida, se enrolou ao comentar a ordem de desconto no salário dos professores que faltaram para poder participar do protesto do dia 1º. “Esse assunto já foi conversado com os professores. Eu admito que errei ao enviar o e-mail abonando a falta. Mas o que houve é que posteriormente fomos consultar a legislação e ela não permite esse tipo de abono. Também não acho justo com os professores que trabalharam no dia pagar para os que não compareceram”, disse.
Sobre a principal reivindicação dos professores, que é a implantação de um plano de carreira para a categoria, a secretária disse que as discussões a este respeito avançaram. “Na última sexta-feira, o prefeito nomeou uma comissão especial para cuidar do assunto. Esse tema é delicado e precisa ser amplamente discutido para que não tenhamos problemas no futuro.”
A Comissão, que será composta por professores, membros da administração e representantes da Câmara Municipal, começa a trabalhar ainda nesta semana. A primeira reunião para a discussão do assunto está agendada para esta sexta-feira, dia 26, às 9 horas, no Colégio Champagnat.
A secretária também prometeu visitar todas as unidades escolares até o final do ano para traçar prioridades e ouvir as queixas de funcionários, professores e pais de alunos. “Nossa meta é a qualidade. Não vamos parar.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.