O drama das Santas Casas


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Dos 645 municípios paulistas, 212 dependem de uma Santa Casa ou um hospital beneficente encarregado de prestar atendimento à população

Essa rede no Estado é constituída por 46.484 leitos, mais da metade dos cerca de 81 mil que existem em todo o Estado. Segundo a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), cerca de 2,5 milhões de internações são realizadas em todo o Estado anualmente e metade ocorre em Santas Casas e hospitais beneficentes. Em abril deste ano, Ato de Mobilização Nacional promovido por lideranças dessas entidades de todo o país reivindicou o reajuste imediato da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Manifestações desse tipo vêm acontecendo há pelo menos três anos.

O problema vem se arrastando e nenhuma luz surgiu no fim do túnel para dar uma injeção de esperança à sobrevivência das santas casas, que estão na UTI. Sem repasse adequado de verbas federais, as prefeituras arcam com parte do custeio das entidades, deixando de investir em outras áreas e elevando o percentual gasto municipal com a saúde além da exigência legal. O problema é que nem as prefeituras conseguem dar conta do recado. O deputado estadual Jooji Hato (PMDB), que integra a Frente Parlamentar das Santas Casas, percorreu o Estado inteiro e afirma que a situação de falência é generalizada. “Ver o hospital na iminência de fechar é uma situação inaceitável”, diz ele. As Santas Casas têm origem em Portugal. A primeira delas surgiu em Lisboa, em 1498. No Brasil, a primeira unidade foi criada em Olinda, em 1539. No Estado, a mais antiga é a de Santos, fundada em 1543, antes da capital (1560).

Ensino à distância
Repercute em todo o Estado a informação do governador Geraldo Alckmin sobre a criação em 2014 da quarta universidade pública do Estado, a Univesp, que será focada no ensino à distância. Ele deu entrevista aos 15 jornais da Rede APJ (Associação Paulista de Jornais). “No futuro, a universidade será virtual”, diz ele. USP, Unicamp e Unesp quebraram a resistência e já admitem programas à distância. Questão de tempo, apostam os entusiastas da inovação.

Energia do futuro
O governo do Estado lançou o Plano Paulista de Energia (PPE), com foco nas energias renováveis e eficiência energética. A meta é aumentar para 69% a matriz energética renovável até 2020 (hoje é de 55%). O PPE é coordenador pela Secretaria de Energia, com orientação do Conselho Estadual dee Política Energética (Cepe) e 70 entidades. O plano propõe que o gás natural substitua os combustíveis poluentes nas indústrias e a ampliação da bioeletricidade da cana para 13 mil Megawatt com investimentos da iniciativa privada no valor de R$ 28 bilhões.

Violência
São Paulo é a capital brasileira menos violenta, segundo estudo sobre a segurança no Brasil divulgado nesta terça-feira, 23, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com base no Mapa da Violência 2013, do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz. A principal conclusão do estudo é a que a incidência maior de homicídios migrou dos maiores centros urbanos para municípios que eram tidos como pacatos, principalmente no Nordeste. Entre as principais causas desse movimento estão a abertura de novos polos de desenvolvimento em lugares com mecanismos de segurança muito precários, a proximidade de fronteiras, o turismo predatório e a transferência das metrópoles para o interior de quadrilhas do crime organizado, tráfico de drogas e milícias.

Mobilidade urbana
O tema foi alvo de protestos nas manifestações populares que reuniram milhares de pessoas nas ruas. Municípios com mais de 20 mil habitantes devem concluir até março de 2015 os seus planos na área. As prefeituras que não se adequarem no tempo limite podem ficar impedidas de receber recursos do governo federal para o setor. Os projetos com as soluções para o tráfego urbano devem ser feitos de forma integrada ao Plano Diretor de cada Município. Entre as prioridades dessa política estão o incentivo ao transporte público, a ampliação das ciclovias, a redução dos prejuízos ambientais e o uso de energias renováveis.

Frase
“São Paulo declara tolerância zero a esse crime. Quem explora visa ao lucro a qualquer custo. Nada melhor do que causar prejuízo a quem lucra e lucra muito com isso. São Paulo dá um recado. O lucro a qualquer custo jamais vai se sobrepor aos direitos humanos”. Deputado estadual Carlos Bezerra Jr. (PSDB) sobre nova lei que estabelece que empresas flagradas utilizando trabalho escravo perderão suas inscrições no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), serão fechadas e não poderão realizar qualquer transação formal.

Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br

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