Uma verba de R$ 6 milhões é o principal “reforço” de Franca na batalha contra o crack. O recurso é fruto da participação do município no programa federal “Crack, É Possível Vencer”. O acordo foi formalizado ontem, em São Paulo, em um evento que contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da secretária de Saúde de Franca, Rosane Moscardini. De acordo com Moscardini, o programa começará a ser implementado na cidade “imediatamente”.
As ações do convênio serão divididas em três frentes: prevenção, cuidado e autoridade. A primeira linha ofensiva será feita nas escolas de Franca, com o incremento das campanhas educacionais que buscam afastar os estudantes das drogas.
O segundo ponto é o que mais recebe dinheiro e atenção. “Serão feitas algumas obras e várias reformas nos equipamentos de saúde com relação à saúde mental”, disse MoscardinI. Dentre as obras, destaque para a construção do Caps (Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Droga) Infantil e da “evolução” do Caps local (rua Cavalheiro Petráglia, Santos Dumont), que deixará de atender apenas em horário comercial e funcionará 24 horas por dia. Ainda serão construídos o CAPSi, para pacientes com psicose e quadro grave de distúrbios emocionais e comportamentais; o CAPS II para psicóticos adultos; o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF); a Casa de Apoio para pessoas em situação de vulnerabilidade, que necessitam de um atendimento mais intensivo; e o Consultório na Rua. O último equipamento terá como alvo as pessoas que vivem nas ruas. Além disso, convênios com grupos terapêuticos e os hospitais locais ampliarão o número de especialistas. Todos os atendimentos serão feitos pelo SUS.
Na linha de ação da autoridade, Franca passará a contar com uma base de monitoramento, que vigiará uma área coberta por 20 câmeras de segurança. O local ainda não foi divulgado.
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