J. M. J.


| Tempo de leitura: 3 min

Esta semana o Rio de Janeiro sedia a Jornada Mundial da Juventude. Recebe jovens do mundo inteiro e o representante máximo da igreja católica, o Papa Francisco. A finalidade e a magnitude do evento impressionam. Sabemos que existem vozes discordantes quanto a gastos com a vinda do Papa ao Brasil, porém, essas vozes, na verdade, não consideram o evento em si, mas a religiosidade inerente ao mesmo. Vejamos. O Papa, gostem ou não, é o representante de Roma, portanto, figura pública dotada de influência política. Embora sua finalidade intrínseca seja religiosa, não dá para negar que assuntos ligados à religião estejam interligados a assuntos políticos.

A vinda, sob o aspecto religioso é bem salutar, pois, o ser humano, por sua natureza, acredita na existência de um ser superior, divino etc. Mesmo quem se diz ateu precisa, antes, negar a existência da divindade. Estudos médicos comprovam que os pacientes dotados de fé aumentam positivamente bons resultados do tratamento. O povo brasileiro é dotado de religiosidade. O evento é uma oportunidade, independentemente da crença religiosa, de professar a fé, rever conceitos teológicos, refletir sobre valores éticos, morais e religiosos, principalmente nesse momento em que o Brasil acabou de manifestar insatisfação com seus representantes políticos nas ruas. Francisco demonstra ser homem simples. Abdicou a pompas e circunstâncias que um chefe de estado poderia ter e exigir, logo, deixa motivo para reflexão aos representantes políticos.

Além disso, do ponto de vista da economia, a vinda do Papa movimenta turismo no Rio de Janeiro e incontáveis outras cidades. Peregrinos do mundo inteiro estão espalhados pelo Brasil. Acredita-se que mais de 2,5 milhões de jovens estarão visitando o Papa. O País será visto pelo mundo inteiro. Do ponto de vista do marketing isso representa ganhos institucionais relevantes.

A jornada mundial da juventude teve início em 1986. Aconteceu em Roma com o lema ‘Estejam sempre preparados para responder a qualquer um que lhe pedir a razão da esperança que há em você’. No Brasil, o lema é ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’. Se cada jovem que comparecer melhorar seu próprio mundo, é possível que tenhamos um Brasil melhor. No Cristianismo existem leis sagradas que não prejudicam a sociedade. Ao contrário. Servem como meio de manter a ordem e a obediência. Pensem como seria bom se todos conseguíssemos amar nosso semelhante como sugerido por Jesus Cristo? Como seria se não desejássemos a mulher ou marido do outro, os bens dos outros? E se não houvesse morte e os pais estivessem sendo honrados pelos filhos? Não é isso que queremos? Tenho certeza que sim. Tudo é perfeitamente possível. Basta desejar e permitir que o ambiente e os preceitos religiosos, que são éticos e morais, voltem a aflorar em nós, em nossa sociedade, em nossos representantes.

Tenho certeza de que os jovens brasileiros e do mundo inteiro serão agraciados e transformados com a presença do Papa no Brasil.

A jornada é evento em que todos ganham. Não não há perdas, mesmo para quem não professa a fé católica. O evento é complexo e coloca o Brasil no cenário mundial. Quem busca Deus busca tranquilidade, paz, sabedoria, amor e é disso que o mundo precisa.

Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário

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