A Polícia Civil de São Sebastião do Paraíso (MG) prendeu cinco integrantes de uma quadrilha, entre eles dois menores de idade, que se preparavam para dar início a uma série de atentados. Os alvos iniciais seriam ônibus de transporte coletivo de várias cidades das regiões mineiras de Paraíso, Cássia e Passos. Prédios públicos e autoridades do setor de segurança pública seriam os próximos a sofrerem as ações criminosas. O grupo foi preso quando se preparava para o seu primeiro ataque em Cássia.
“A policia conseguiu informações de que, em represália às recentes operações da Polícia Civil em Paraíso, que resultaram na prisão de 15 envolvidos com o tráfico de entorpecentes e apreensão de mais de 10 quilos de drogas, eles (presos em Cássia) iriam iniciar ataques, principalmente contra ônibus que realizam o transporte municipal em várias cidades”, afirmou o delegado Tiago Bordini, da Divisão de Tóxicos e Entorpecentes da Delegacia Regional de São Sebastião do Paraíso.
O objetivo inicial do bando era espalhar o terror em Paraíso, mas, por ordem de presidiários que comandam o tráfico de dentro das cadeias mineiras, os planos foram alterados. Para não deixar transparecer que a vingança era contra a polícia de Paraíso, eles decidiram atacar primeiro veículos de transporte público em Cássia, antes de partir para outras cidades. “Mais uma vez conseguimos nos antecipar e, após recebermos informações de como seria a ação dos bandidos, iniciamos uma operação para evitar o ataque”, afirmou o delegado.
Apoiados por equipes da PC de Passos e Cássia, os comandados de Bordini, sob coordenação do delegado Regional Marcos Piedade, foram para Cássia na noite de quarta-feira. Segundo Bordini, a operação apresentou o resultado esperado. “Conseguimos interceptar os indivíduos quando o ônibus já estava parado após o turno de serviço. Dois maiores de idade e dois menores de Paraíso foram detidos, juntos com um morador de Cássia. No carro que eles estavam foram apreendidas duas garrafas de plástico com combustível (gasolina) que seriam usadas para queimar o veículo”.
A polícia apurou que os quatro moradores de Paraíso foram escolhidos para colocar em prática os ataques. O preso de Cássia recebeu ordens para estudar as rotas do ônibus da cidade e repassar as informações para os visitantes de Paraíso. Segundo a investigação, foi o morador de Cássia que escolheu o local do primeiro ataque. Os policias detiveram os cinco suspeitos faltando poucos minutos para a concretização do atentado.
Os três maiores foram presos por tentativa de incêndio, formação de bando ou quadrilha e corrupção de menores -eles permanecem detidos. Os dois jovens de 17 anos foram apreendidos, mas, beneficiados pela lei, ganharam a liberdade.
APOIO DE FACÇÃO
Os presos seriam integrantes e contariam com o apoio de uma facção criminosa que atua nos presídios de São Paulo. “Há fortes indícios de que esses indivíduos pertencem à uma mesma organização criminosa iniciada em São Paulo. Esta organização, hoje em dia, não está restrita apenas ao Estado de São Paulo”, completou Bordini.
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