Retos e com bom asfalto, os 83 quilômetros da rodovia Altino Arantes, entre a divisa com Minas e Orlândia, são um “convite” para que imprudências aconteçam. Com raras curvas, o condutor consegue grande aceleração. E há inimigos no percurso: os pontos cegos - quando o motorista perde a visão do horizonte.
Em Batatais, por exemplo, na entrada do bairro Simielli, há um ponto cego. Vários acidentes aconteceram quando motoristas cruzavam a pista. Segundo o DER (Departamento de Estradas e Rodagem), não está prevista a construção de um trevo no local.
Em muitos pontos é proibido ultrapassar. Nessas manobras arriscadas é que as tragédias são mais comuns. Na última quinta, o Comércio flagrou ultrapassagens em pontos proibidos. “Não é fácil. Você dá sinal para os motoristas não irem, mas eles entram”, disse o caminhoneiro Valdivino Alves, 59, de São Joaquim da Barra, que passa pela estrada há 20 anos. Há muitos canaviais na região e treminhões circulam pela via direto. E acidentes envolvendo esse tipo de veículo costumam ser mais graves.
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