Terceira idade


| Tempo de leitura: 2 min

É fato: o consumo de medicamentos faz parte da nossa rotina durante toda a vida. Uns mais, uns menos, para coisas pequenas, como uma dor de cabeça, uma cólica, ou para tratamentos longos, em doenças crônicas, os medicamentos, quando bem indicados, são coadjuvantes importantes para passarmos por nossa vida com mais qualidade.

À medida que a idade avança - e estamos vivendo cada vez mais - o uso desses fármacos aumenta bastante, condição chamada polifarmácia. E aí mora o perigo, pois essa mistura de remédios pode trazer sérios problemas se não for feita com um acompanhamento contínuo de um médico especialista no envelhecimento, o geriatra.

Com o passar dos anos cresce o risco das pessoas desenvolverem doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, cardiopatias, nefropatias etc.

A vulnerabilidade biológica é inerente ao envelhecimento e, com isso, a pessoa idosa tende a usar várias medicações ao dia. É preciso ter cuidado com essa questão e com os novos medicamentos que entram na rotina do paciente, pois um pode interferir no efeito de outro.

Devemos ter critério e cautela na hora de escolher a melhor medicação para determinado paciente.

A visita ao geriatra deve ser rotina na vida do idoso assim como o pediatra é durante a infância.

O envelhecer apresenta muitas particularidades e o papel do médico especialista é fundamental: é ele quem cuida do paciente idoso - ou do paciente no processo de envelhecimento - como um todo e não somente de um órgão ou sistema. Além do tratamento clínico das doenças relacionadas ao envelhecer, o geriatra faz o acompanhamento preventivo visando longevidade com qualidade de vida.

Com as mudanças normais da idade, as pessoas também ficam mais susceptíveis aos efeitos adversos das medicações e interações entre dois ou mais medicamentos. O uso inadequado das medicações é um problema real que chega ao consultório, pois é comum que os pacientes tomem alguns remédios para tratamento dos efeitos colaterais de outros. Prescrições feitas por diferentes profissionais aumentam esse risco e reafirmam a importância do acompanhamento e supervisão periódica de um médico especialista, no caso o geriatra.

Por tudo isso, quando a polifarmácia é uma realidade na vida do idoso, o geriatra deverá ser como um ‘maestro que rege uma orquestra’. Isso pode evitar consequências danosas com sua supervisão periódica, analisando cada enfermidade, cada prescrição, suas dosagens e as associações medicamentosas potencialmente prejudiciais. Prescrever para um idoso é bem diferente do que prescrever para um adulto jovem.

Quando necessário, o geriatra encaminha seu paciente ao especialista de outra área e faz o acompanhamento conjunto com o mesmo, nunca abandonando o paciente, a família e seus cuidados.

Liha Bogaz
Especialista em geriatria

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários