Fazendas de MG estão na lista negra


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A fazenda localizada em Itirapuã com trabalhadores em situação análoga à escravidão não é a primeira da região a ter o registro desse tipo de crime. Um cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgado no fim do mês passado, trouxe uma relação de 500 nomes de empregadores que foram autuados por manterem trabalhadores em condições semelhantes à de escravos. Nela, aparecem uma propriedade de Claraval e uma de Cássia, ambas em Minas Gerais.

Segundo o órgão, os funcionários eram submetidos a jornadas exaustivas, vigilância armada, tinham os documentos retidos e viviam em alojamentos com condições degradantes.

A lista informa o nome da propriedade, do dono, a localização, o número do CNPJ ou do CPF e o ramo de atividade. As propriedades da região são a Fazenda Boa Vista, em Claraval, e a Fazenda Lagoinha, em Cássia. As duas são produtoras de café e juntas mantinham 44 trabalhadores em situações abusivas, segundo informou o Ministério do Trabalho.

“Localizamos essas fazendas por meio de denúncias e os trabalhadores eram migrantes que vieram para a região trabalhar na colheita do café”, disse o gerente regional do MTE de Poços de Caldas, Altair Júnior Barbosa.

Segundo ele, o encontro das duas propriedades com trabalhadores em práticas abusivas ocorreu há cerca de dois anos.

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