O Setor de Investigação do 5º Distrito Policial, sob comando do delegado Helder Rodrigues, concluiu as investigações que apuravam o incêndio em uma residência localizada no Jardim Tropical. Segundo a polícia, o sapateiro MHC, 27, foi quem invadiu o imóvel e ateou fogo. O motivo foi seu inconformismo com o fim do namoro com a filha da proprietária da moradia. Ele foi indiciado. “Através de depoimentos, concluímos que o indiciado era o único interessado em atear fogo na casa, como uma forma de vingança”, disse o delegado.
O sinistro ocorreu na tarde do dia 28 de junho e destruiu tudo o que havia no interior da casa da sapateira CBL, 39. Nem o papagaio de estimação da família foi poupado. As chamas consumiram também uma moto de propriedade da ex-namorada do suspeito. O calor gerado abalou as estruturas do imóvel, que acabou interditado pela Prefeitura.
A sapateira, desde o início, acusou o ex-namorado da filha. As investigações apontaram que a jovem namorou o suspeito. Com o fim do relacionamento, ele teria passado a proferir ameaças a ela e sua família. Uma semana antes do incêndio, o suspeito atacou a jovem com um estilete, cortando seu rosto do lado esquerdo. O caso está sendo apurado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
No dia do incêndio, de acordo com as investigações, o suspeito enviou várias mensagens à ex informando que estava em frente à sua casa lhe esperando. Ele foi visto no local por várias pessoas, entre elas uma vizinha amiga da família. A ela, o rapaz se apresentou como namorado da jovem e que estava lhe aguardando. A mulher disse que não havia ninguém no local e saiu. “Minutos depois, esta vizinha notou o imóvel em chamas e o suspeito fugindo em uma picape de cor preta”, lembrou Rodrigues.
Cinco pessoas foram ouvidas pelo Setor de Investigação e o delegado. Todas relataram as constantes ameaças que o suspeito proferia à família que teve a residência incendiada. O sapateiro, que já esteve preso por furto e presta serviços comunitários por condenação criminal, foi intimado a comparecer no 5º DP. Acompanhado de um advogado, ele negou a autoria do sinistro.
Ainda assim, o delegado não tem dúvida. “Os depoimentos não deixam dúvidas sobre quem seria o autor do crime”, disse Rodrigues. “Há ainda o fato dele ter sido a única pessoa vista em frente ao imóvel”, destacou Rodrigues, que já anunciou o indiciamento do suspeito que responderá em liberdade.
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