Informações confiáveis e prioridades definidas são condições fundamentais para uma boa administração pública.
A criação de uma escola em determinado bairro, de um distrito policial, de um núcleo de saúde, exigem o conhecimento, pelo menos, da densidade demográfica, da faixa etária, das condições sócio-econômicas da região na qual se pretende implantar os melhoramentos. Uma boa informação é essencial para o governante. Ele precisa ter a visão exata de sua cidade tanto em seus aspectos qualitativos quanto nos quantitativos. Um governo mal informado, ou sem nenhuma preocupação com os dados da realidade, é um governo sem rumo, sem orientação, sem objetivos claros e definidos.
Conta-se que um Prefeito de Franca, ao encontrar-se com o Governador do Estado, perguntou-lhe:
O que V. Exa. pode fazer por Franca?
E o Governador respondeu prontamente:
Você é quem deve saber. O Prefeito não é você?
Até para reivindicar é preciso ter um projeto fundamentado em dados, em razões, isto é, precisa-se saber o que se vai pedir, os motivos do pedido, a urgência e necessidade do pedido.
Infelizmente, não há na grande maioria das cidades brasileiras um centro de informações que subsidiem os Prefeitos em suas ações e reivindicações. E o resultado faz se sentir nas intervenções administrativas desastrosas derivadas da falta de conhecimento das reais características da cidade e de seu povo.
A escolha correta das prioridades é outro fator decisivo para uma boa administração. Sabe-se que as necessidades são muitas e os recursos são poucos. Um governo que não tem prioridades não consegue satisfazer as aspirações básicas de sua gente. Gasta mal, gasta errado, desperdiça o dinheiro público em obras que não têm urgência ou necessidade. Daí o clamor das ruas, o grito de protesto de uma população excluída, abandonada, carente e dependente do amparo e proteção do Poder Público. Na realidade, não há dinheiro suficiente para se atender a todos os reclamos de uma população. Portanto, a escolha de prioridades é indispensável para o sucesso de um governo. Os recursos devem ser investidos levando-se em conta o maior número de pessoas beneficiadas e a urgência da ação administrativa. Sem a escolha das prioridades corretas, as obras e atuações do Poder Público tornam-se superficiais, megalomaníacas, vazias e desnecessárias. E o povo, descontente e revoltado, começa a sair às ruas para mostrar a sua insatisfação e exigir a devida atenção daqueles que o governam.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.