Acusados negam assassinato


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Fachada da casa onde ocorreu o duplo assassinato na noite da última terça-feira
Fachada da casa onde ocorreu o duplo assassinato na noite da última terça-feira

“Não... não matei... não matei... Eles (policias) gostam de culpar os inocentes. Bando de vermes.” Estas foram as palavras várias vezes repetidas pelo pintor de paredes Michael Douglas Amadio, acusado de matar os avós na noite de terça-feira. Amadio alegou ser usuário de drogas. Por isso, após deparar-se com os avós mortos, resolveu pegar o carro para fumar drogas. “Primeiro peguei o carro. Vendi. Depois eu fui falar para eles (policiais) dos corpos no chão”, declarou. Ele alegou que seu “problema” foi este. “O problema meu é que peguei o carro. Eu tirei da garagem e vendi.”

A “venda” teria sido efetuada para Ramilton Alexandre de Souza, em Batatais. “Ele foi lá me oferecer e comprei por R$ 130. Foi quarta cedinho. Achei o carro barato”, disse Souza. Sobre o ferimento na perna, o rapaz alegou que tentou correr da polícia e foi atingido.

Michael Douglas Amadio morava com os avós desde criança e era considerado um filho. O casal residia em São Paulo e se mudou para Paraíso há cerca de seis anos. Em 2010, Amélio Amadio e Maria Isabel foram para Santo Antônio da Alegria (SP). Há um mês eles retornaram a Paraíso. Na terça-feira foram mortos a facadas. Os corpos estão sendo velados em São Paulo, onde serão sepultados hoje, às 16 horas, no Cemitério de Congonhas.

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