A audiência pública realizada pela Ajesp (Associação dos Servidores Públicos) para discutir a locação de um novo imóvel para abrigar temporariamente o Fórum de Franca reuniu pouco mais de 30 servidores do Judiciário e advogados na noite de ontem, na Câmara Municipal. O encontro foi chefiado pelo presidente da Ajesp, o vereador Márcio do Flórida (PT), e contou com a presença do presidente executivo da Assojuris (Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo), Carlos Alberto Marcos, o Alemão.
Houve pouca participação dos presentes, com apenas um servidor e um advogado se mostrando contrários à transferência do Fórum para um prédio da antiga Calçados Charm, na avenida Presidente Vargas. A posição é compartilhada por Márcio e Alemão. “Entendemos que [a locação] é prejudicial, já que um prédio improvisado não trará condições de trabalho para o servidor e uma condição precária de atendimento à população”, explicou o vereador.
A Ajesp teme que, com a mudança para o imóvel da Presidente Vargas, a construção da Cidade Judiciária, na avenida São Vicente, seja interrompida. “Nós temos uma proposta emergencial de contenção das águas com a construção de uma mureta e de dois portões basculantes para que a água não entre no estacionamento dos juízes. Isso permitirá que o Fórum fique no mesmo local por mais três anos, que é o prazo para a construção da Cidade Judiciária”, explicou Márcio. Devido a uma enchente que alagou o Fórum em março deste ano, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Ivan Sartori, autorizou a locação de um prédio provisório para o Fórum até que o prédio da São Vicente esteja pronto.
A ata da reunião, juntamente com um abaixo-assinado contra a locação, deverá ser entregue amanhã, 19, a Sartori.
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