Da esquerda para a direita, em pé: Sérgio, Marquinho, Gesiel, Paulo, Luizinho Foroni, Sansão, Sérgio Newton, Flávio, Mancha. Turma do meio: Abdala, Marco Antônio, Canibal (só o rosto) Euripinho, Leonildo Foroni. Turma da frente: Paulinho, André, Zé Flávio e Tonico Borges. O ano? Vamos dizer, século passado. A turma jogava futebol e depois comemorava com o churrasquinho. Dizem, alguém precisava ficar de olho na carne em processo de preparação sobre a brasa. Sabe como é, eram jovens e jovens tinham muita fome, principalmente depois das acirradas disputas dos finais de semana, na folga das aulas do Champagnat, do IETC, onde a maioria estudava. O tempo passou, eles se transformaram em médicos, engenheiros, dentistas, industriais, comerciantes, profissionais da saúde, professores. Muitos moram em Franca, muitos fora de Franca, um deles já faleceu. A maioria é são-paulina. Praticamente todos estão com as cabeças brancas. Se multiplicarmos por três - a média brasileira de filhos - só deles descendem diretamente cinquenta e quatro pessoas. Novo cálculo, mesma média, cento e sessenta e quatro, que somadas às outras, perfazem duzentas e vinte e seis... Não jogam mais futebol. Uns porque não aguentam correr atrás da bola; outros por falta de oportunidade, muitos porque optaram por outros esportes. Ao verem a foto com certeza se lembrarão das lindas e jovens tardes de sábado quando iam para a chácara do Tonico Borges, onde hoje é a Morada do Verde, para o jogo, o churrasco e a cerveja. E grandes risadas.
(Lúcia H. M. Brigagão)
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