Prefeito Alexandre Ferreira volta a ser atacado na Câmara Municipal


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Professores que tiveram dia descontado por causa de protesto foram à Câmara ontem pedir apoio dos vereadores
Professores que tiveram dia descontado por causa de protesto foram à Câmara ontem pedir apoio dos vereadores

A terça-feira não foi das melhores para o governo de Alexandre Ferreira (PSDB) na Câmara Municipal. Desde cedo, a administração tucana foi alvo de críticas e protestos. O dia começou com a apresentação de uma moção de protesto assinada pelos vereadores Márcio do Flórida (PT) e Luiz Carlos Vergara (PSB) contra o acordo fechado pela Prefeitura com a Empresa São José - no qual parte significativa das exigências feitas pelo contrato de exploração do transporte coletivo foi ignorada - e terminou com o plenário cheio de professores protestando.

A moção foi apresentada logo após a abertura dos trabalhos do dia. Segundo os dois vereadores, o acordo assinado pelo prefeito prejudicou a população e trouxe prejuízo aos cofres públicos. A votação da moção acabou sendo adiada para a próxima sessão a pedido do presidente da Câmara, Jépy Pereira (PSDB), que retornou ao trabalho ontem.

O acordo ainda continuou sendo o centro das discussões quando os vereadores Laercinho (PP) e Adérmis Marini (PSDB) defenderam o governo. Membro da CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga o contrato com a São José, Adérmis disse que o seu companheiro na CEI, Luiz Vergara, usou indevidamente seu nome. “Ele disse no release distribuído à imprensa que eu sabia que ele iria denunciar o prefeito e que concordava. Isso não é verdade.”

Na sua vez de usar a tribuna, Vergara disse que apenas cumpriu seu papel como vereador e cidadão ao apresentar a denúncia ao Ministério Público. “Eu encontrei um monte de coisas no mínimo estranhas neste acordo e nos processos envolvendo a São José. Como cidadão, resolvi denunciar para que as providências sejam tomadas.”

Sobre a alegação de que teria usado o nome de Adérmis, Vergara disse que não tinha conhecimento do teor do release e que Adérmis sabia sim de suas intenções. “Conversamos durante o almoço no domingo. O senhor sabia das minhas intenções, Adérmis.”

A discussão foi interrompida por uma homenagem a bombeiros.

Na volta aos trabalhos, no período da tarde, mais críticas. Um grupo de cerca de 50 professores municipais tomou conta das cadeiras do plenário para pedir mais apoio e o cancelamento do desconto do dia em que foram protestar por um plano de carreira e melhores salários.

Na tribuna, a professora Daniela do Espírito Santo disse que estava decepcionada com o prefeito Alexandre Ferreira. “Fomos tratados de forma humilhante no dia do protesto. Ele não nos recebeu. Depois, mesmo com um comunicado liberando os professores para participar, mudou de ideia e mandou a secretaria descontar nosso dia. A gente já ganha tão mal e ainda teve o dia descontado.” Ela ainda pediu apoio para reverter o desconto e criar um plano de carreira para os professores.

Ao final de seu discurso, ela foi aplaudida por cerca de meio minuto. Os vereadores apenas assistiram. Depois, disseram que vão intermediar as negociações junto à Prefeitura.

Depois do protesto dos professores, o presidente do Legislativo deixou o plenário alegando que precisava resolver problemas no setor de informática. Marco Garcia (PPS) assumiu a presidência e encerrou a sessão dez minutos depois (leia texto nesta página).

O RETORNO
A terça-feira também foi marcada pelo retorno do presidente do Legislativo Municipal, Jépy Pereira, que abandonou a sessão do dia 2 para viajar e não comunicou ninguém. Ele se defendeu dizendo que viajou com recursos próprios e ainda mandou um recado para seus críticos. “Eu sou um advogado bem sucedido e quero avisar a todos que devo viajar mais vezes. Em setembro, irei para a Argentina. Em outubro para a Europa e, em dezembro, se tudo der certo, vou a Las Vegas.”

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