Há muito tempo Franca deixou de ser uma pacata cidade do interior e ganhou o tamanho e problemas dos grandes municípios brasileiros. Porém, vez ou outra, sinais dos tempos antigos surgem pelas ruas e avenidas locais. Na madrugada de terça-feira da semana passada, uma vaca foi flagrada no meio da avenida Major Nicácio, na região central da cidade. Na madrugada do último sábado, um rebanho com cerca de 10 vacas foi encontrado andando livremente pela avenida Brasil, entre o Jardim Paulistano e Brasilândia. E esses não são casos isolados. De acordo com dados da Vigilância em Saúde local, foram 173 animais de grande porte capturados do início de 2012 até anteontem. Uma média de aproximadamente nove bichos por mês.
Mas para o chefe da Vigilância, José Conrado Netto, o número não é alarmante, visto que Franca é rodeada por sítios e chácaras. “Bichos desse tamanho não podem andar pelas ruas de uma cidade, pois podem provocar acidentes fatais com motoristas e pedestres, dentre outros riscos com questões de saúde”, afirmou. Das 173 capturas, 107 eram de equinos e as outras 66 foram de bovinos.
A maioria deles foi encontrada vagando em canteiros ou terrenos baldios dos bairros periféricos da cidade. Um destes bairros é o Jardim Pulicano, no Noroeste de Franca. “Sempre, sempre, sempre tem cavalo e boi andando por aqui”, alegou a funcionária pública Júlia Aparecida da Silva, 56, que vive no Pulicano há dois anos. “Não tem cabimento! Todo dia eu vejo um bicho desses.”
Caso a população encontre algum animal de grande porte andando pelas ruas de Franca, basta denunciar à Vigilância Ambiental, através do telefone 3711-9408.
Feita a denúncia, os profissionais colocam os bichos em um caminhão próprio para o transporte e os acomodam em baías no Canil Municipal. Em seguida, um edital é publicado avisando que o bicho está em posse da Prefeitura e que o dono deverá comparecer em até cinco dias para retirar o bicho. “É cobrada uma diária no valor de R$ 26, assim que o proprietário chega para pegar o animal. Caso o dono não apareça, eles são levados para leilão”, explicou Conrado Netto. O dinheiro arrecadado é convertido para o próprio canil. O proprietário também fica sujeito a um processo administrativo com advertência e até multas. Na primeira reincidência, o dono é advertido, depois há a cobrança de multa com valor de R$ 160.
Atualmente, quatro animais de grande porte ocupam as baias do Canil Municipal.
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