Rapaz inicia tiroteio e é morto na Morada du Capiau


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Vista da área onde aconteceram os tiros na madrugada de ontem que ocasionaram a morte do comerciante de Ituverava. PM teve arma recolhida e deve responder a procedimento interno para apurar sua conduta
Vista da área onde aconteceram os tiros na madrugada de ontem que ocasionaram a morte do comerciante de Ituverava. PM teve arma recolhida e deve responder a procedimento interno para apurar sua conduta

A Morada du Capiau, uma das casas noturnas de música sertaneja mais populares de Franca, localizada no Residencial Amazonas, foi o lugar onde uma briga terminou em morte na madrugada de ontem. Um comerciante de Ituverava descarregou um revólver calibre 38 contra seguranças. De folga, um policial militar que estava no local, interveio e o alvejou. Três tiros (dois no abdome e um no braço) acertaram Elber César da Silva. Segundo um representante do estabelecimento, a tragédia poderia ter sido ainda maior não fosse a rápida intervenção do PM. 

Segundo testemunhas, o incidente aconteceu por volta das 4 horas e foi motivado por uma discussão, ocorrida horas antes, entre um adolescente de 17 anos - funcionário da lanchonete do comerciante morto - e outra pessoa no interior da Morada. Cerca de 10 pessoas, a maioria funcionários, trabalhavam no local no momento da confusão. Em entrevista concedida a uma emissora de TV local, o segurança Silvio Gonçalves, 40, disse que provavelmente a irritação de Elber César tenha sido motivada por ele ter ficado descontente com o tratamento dispensado a seu amigo durante a discussão. “Esse amigo dele levou um soco de outra pessoa dentro da festa. Nós não chegamos a apartar essa briga, mas conversamos com eles”, explicou o funcionário.

Na saída, o comerciante pediu para o menor que o acompanhava pegar um revólver calibre 38 guardado no porta-luvas de sua caminhonete. De posse da arma, o comerciante tentou retornar ao estabelecimento, mas foi impedido. Ele então atacou um dos seguranças com coronhadas e disparou várias vezes contra outros funcionários que corriam para socorrer o amigo ferido.

Ao perceber a movimentação, um soldado da 1ª Companhia da Polícia Militar de Franca dirigiu-se com sua arma em punho ao encontro do comerciante. O policial se identificou e ordenou que o agressor largasse o revólver. O ultimato não surtiu efeito e o comerciante mirou o policial, atirando duas vezes, mas errando o alvo. A resposta foi imediata. Elber foi baleado três vezes e caiu desacordado.

Socorrido pelo Samu,ele deu entrada na Santa Casa de Franca às 5h40, mas morreu às 6h30 em decorrência dos ferimentos. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), onde passou por necropsia antes de ser levado para sua cidade natal para sepultamento. O adolescente foi apreendido e encaminhado à Fundação Casa acusado de facilitar a ação do comerciante.

Através de sua assessoria de comunicação, a Polícia Militar informou que instaurou um inquérito para averiguar a conduta do policial, que não foi identificado sob a alegação de questões se segurança. Referente ao caso, o setor relatou apenas que o PM estava devidamente habilitado e autorizado a portar arma de fogo no seu horário de folga.

O caso será investigado pela divisão de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Autoridades confirmaram que o comerciante morto tinha passagens policiais por tráfico de drogas, ameaça e lesão corporal.


Elber César da Silva

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