Polícia Civil destrói R$ 120 mil em bolsa, tênis e CDs falsificados


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Agentes da polícia destroem produtos falsificados com máquina trituradora, em pátio da Prefeitura de Cristais Paulista
Agentes da polícia destroem produtos falsificados com máquina trituradora, em pátio da Prefeitura de Cristais Paulista

Avaliada em aproximadamente R$ 120 mil, uma carga com 1 mil bolsas, 300 pares de tênis e 600 CDs foi triturada, por volta das 10 horas de ontem, por agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Falsificados, todos os produtos foram apreendidos em operações realizadas pela delegacia no ano passado na cidade. Cinco máquinas caça-níqueis também foram descartadas.

O delegado titular da DIG, Márcio Murari, não revelou o número de apreensões efetuadas, mas disse que grande parte dos produtos pirateados ainda está armazenada na sede da delegacia. “São todos [produtos] de inquéritos já encerrados, com processos correndo na Justiça e que o juiz autorizou. Mas ainda tem muito coisa, tem CDs, bebidas, produtos agrotóxicos. Só quando sai a autorização da Justiça, nós destruímos.”

As bolsas, tênis e CDs foram levados na carroceria de um caminhão para a cidade de Cristais Paulista. Em um pátio da Prefeitura da cidade vizinha, as falsificações foram jogadas em uma potente máquina trituradora.

Os objetos foram destroçados e novamente colocados no caminhão, para que fossem descartados no aterro sanitário de Franca.

COMBATE
A Polícia Civil é uma das frentes de combate à pirataria. As polícias Militar e Rodoviária também podem, eventualmente, fazer apreensões durante suas abordagens.

Segundo o delegado Márcio Murari, as denúncias realizadas pela população são essenciais para que o trabalho seja executado e os policiais consigam um mandado de busca nas fábricas onde os produtos são falsificados.

“A DIG dispõe do disque-denúncia, pelo 197. Nós recebemos várias denúncias que são checadas. A partir do momento em que constatamos [alguma irregularidade], pedimos à Justiça de Franca um mandado de busca judicial, e fazemos a apreensão”, explicou o delegado.

Quem for pego produzindo ou comercializando produtos piratas é indiciado por falsificação e violação de direitos autorais e responde o processo em liberdade, mas pode ser preso com o fim do processo judicial. “Saliento que nos últimos seis meses, pelo menos três pessoas de Franca, uma mulher e dois senhores, estão cumprindo pena de mais de três anos”, finalizou Murari.

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