Do outro lado do mundo


| Tempo de leitura: 3 min
O jovem Luís Felipe de Melo Tassinari vai embarcar para Austrália; bolsa vem do governo
O jovem Luís Felipe de Melo Tassinari vai embarcar para Austrália; bolsa vem do governo

Quem não gosta de viajar? Conhecer novas culturas, locais diferentes e exóticos, pessoas com costumes aparentemente estranhos... Por aí vão algumas das características apaixonantes que as boas viagens provocam na maioria das pessoas.

Se a ação descrita acima é fonte de prazer, o mesmo não pode ser dito dos estudos. Sabemos que é importante e tudo mais, porém isso não torna os trabalhos de casa menos chatos, as provas menos estressantes e os professores (uma boa parte) menos entediantes. Só que é de extrema importância e ninguém questiona isso.

Para tentar estimular os estudantes universitários de todo o Brasil a se dedicar de corpo e alma aos estudos, o governo está agraciando uma boa parte deles com bolsas de estudo em diversos países. Para contar como isso funciona exatamente nós convidamos um francano que, no próximo mês, vai até a Austrália para aprofundar seus conhecimentos. E melhor, sem pagar nada.

Antigo aluno do Pestalozzi e cursando o 4º ano de geofísica na Universidade Federal do Pampa, em Caçapava do Sul - RS (259 km de Porto Alegre), Luís Felipe de Melo Tassinari, 21, atrasará seu diploma por, no mínimo, mais um ano. Durante esse período, o francano estará na Oceania, mais precisamente na cidade de Adelaide (727 km de Melbourne), aprimorando seu conhecimento na universidade que leva o nome da cidade. A conta será paga pela União, através do programa Ciência Sem Fronteiras. “É uma oportunidade única”, resume Tassinari. Dentre passagem, curso de inglês e mensalidade da instituição de ensino, a bolsa possui um valor superior a US$ 40 mil.

Na terra do canguru, o morador do Jardim Roselândia ficará na casa de uma família local e já usa a internet para se comunicar com pessoas que estão lá. Apesar de toda a mudança, ele garante que não está nervoso. “Eu vou lá para estudar. Claro que aproveitarei para conhecer o País, mas vou gastar toda minha energia no meu crescimento profissional”, disse. Até porque ele precisou assinar um termo de compromisso com o Governo Federal garantindo que não fará nada de errado. “Lá é proibido beber uma lata de cerveja na rua. Se a polícia me pegar, por exemplo, eu terei que devolver todo o dinheiro que foi investido em mim e ainda pagar uma multa”.

VOCÊ, SEM FRONTEIRAS
Tá com vontade de conhecer novas culturas e ainda aprofundar seus conhecimentos? Com tudo pago pela União? Então entre no site do programa Ciência Sem Fronteiras (www.cienciasemfronteiras.gov.br), encontre a melhor opção pra você e mande bala. Não é preciso estar se graduando em uma universidade pública. Na verdade, você não precisa nem estar na graduação.

São várias opções de cursos (menos aqueles da área de Humanas) e de países. Os pré-requisitos mínimos são: ter tirado mais de 600 no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) desde que ele adquiriu o novo formato, em 2009. E só.

Claro que os avaliadores do programa analisarão seu histórico escolar, fluência na língua estrangeira e outras coisas como critério de desempate, mas aí é outra história.

*****

Conselhos de quem está lá

Para ajudar o Luís, o Se Liga conversou com o pedregulhense Cairo Vieira, 23, que está em Londres desde o início deste ano. Através do mesmo programa, o rapaz está se aprofundando nas técnicas odontológicas europeias.

Para Cairo, o francano precisa conhecer os detalhes da temperatura da nação que irá morar, principalmente para escolher as roupas que levará. Ter confiança para arranhar o idioma também é importante para aprender com os erros e comemorar os acertos. Montar uma planilha de gastos para saber onde investir e para onde está indo a verba. “Morar sozinho sempre exige grandes responsabilidades. Ainda mais em outro país. Então precisa ter regras para não se dar mal”, afirma.

Um conselho bacana é saber as regras sociais daquele povo. “O jeitinho brasileiro não funciona fora daí”, comenta.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários