‘A nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírita; porque a letra mata, mas o espírito vivifica’. (2 Co 3:5b-6).
O requisito básico - estar no espírito
Nesta série do Alimento Diário, prosseguiremos com o encargo dado pelo Espírito Santo acerca do ministério ulterior do apóstolo João. Nesta semana veremos o ministério neotestamentária (2 co 3:6-11).
Se queremos receber o ministério neotestamentária e fazer parte dele, precisamos estar no espírito. A questão é: com que órgão recebemos e assimilamos as verdade da Palavra? Se as recebemos no espírito, ganhamos a vida do ministério neotestamentária. Mas, se as recebemos apenas na mente, elas se tornam mera letra que mata, mera doutrina. Dessa forma, o primeiro requisito do ministério neotestamentária é estar no espírito. Invocar o nome do Senhor e ler-orar a palavra são práticas excelentes que nos conduzem ao espírito. Se lermos a Palavra de maneira morta, usando apenas a mente para tentar compreende-lo, cada vez nos tornaremos mais mortos, mas, se a recebermos no espírito, ela se tornará vida para nós. Esse é um requisito básico.
Em Coríntios 3 há um comparação entre os ministérios do Antigo e o Novo Testamento. O do Antigo testamento começa com Moisés. Ele desceu do monte Sinai com duas tábuas de pedra nas quais estavam escritos os dez mandamentos. Os cinco primeiros mandamentos, os da primeira Tábua, diziam respeito ao amor a Deus. Os cinco mandamentos da segunda tábua estavam relacionados com o amor aos homens.
A antiga aliança é chamada de ministério da morte (v.7), gravada com letras em pedras em pedra, a qual teve sua glória, ou seja, teve sua importância e aplicação em seu tempo. Por isso, quando Moisés entregou os mandamentos ao povo, seu rosto resplandecia. A glória expressa em seu rosto era tão intensa que as pessoas não podiam contemplá-lo. Para entender melhor esse quadro, podemos usar a seguinte ilustração. No inverno, quando estamos perto do fogo, ficamos com o rosto rosado. Essa glória, porém, é desvaneceste, pois ao nos afastar do fogo perdemos a coloração rósea da face. Isso é um exemplo do ministério do Antigo Testamento. Não é uma glória permanente, é temporária. Quando Moisés se afastava dessa glória, ela se desvanecia. Porém, para nós que estamos no ministério do Novo Testamento, a glória está ‘em’ nós. Aleluia! O ministério da Nova Aliança é do Espírito, cujo brilho da glória é permanente. No ministério do Novo Testamento, a glória etá em nós e sempre nos ilumina. Aceitar a luz dessa glória e ver nossa verdadeira condição, devemos nos arrepender.Portanto, não se trata apenas de ver que existe uma glória e assim estar nela. É preciso sempre arrepender-nos diante do Senhor, pois, quando vivemos em nós mesmos, de acordo com nossa vida da alma, essa glória se vai. Pelo arrependimento e confissão temos os pecados perdoados e a vida divina é dispensada a nós. Assim, há algo divino sendo constituído em nosso interior, cooperando para que a vida divina cresça em nós.
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